Monte um escopo multidisciplinar e obtenha honorários por referência, serviço e base de comparação.
Observe dispersão, mediana, diferenças metodológicas e qualidade das correspondências.
Posicione um preço contratado ou uma planilha importada diante das referências selecionadas.
Gere memória CSV, relatório profissional, cenários salvos e evidências dos parâmetros utilizados.
01Finalidade do aplicativo, alcance e limites de uso
O que o sistema faz
O Comparador de Honorários de Projetos organiza, em um único ambiente, referências administrativas, tabelas profissionais e metodologias paramétricas de remuneração. Ele converte os parâmetros informados pelo usuário em valores unitários e totais, normaliza serviços semelhantes, identifica diferenças de escopo e produz uma memória rastreável do cenário.
O que o sistema não faz
- Não substitui o termo de referência, o programa de necessidades, a relação de entregáveis ou a análise do grau de dificuldade.
- Não transforma tabelas de natureza jurídica diferente em uma “verdade única”. Um preço máximo administrativo, um mínimo profissional e uma estrutura paramétrica possuem significados distintos.
- Não valida automaticamente a atualidade de toda publicação. Competências, índices, CUBs, alíquotas, fatores e versões devem ser conferidos pelo responsável.
- Não dispensa profissional legalmente habilitado nem a leitura das fontes originais.
02Lógica geral do sistema e fluxo recomendado
O cálculo segue uma cadeia lógica. Cada etapa alimenta a seguinte; por isso, corrigir a área ou a tipologia depois de gerar o relatório exige nova conferência dos resultados.
Camadas de cálculo
- Dados físicos: tipologia, área construída, projeção/cobertura, terreno, extensão, número de pistas, faixas e demais quantidades.
- Escopo: serviços marcados na calculadora ou nos módulos específicos.
- Parâmetros metodológicos: CUB, BH, fp, fatores K, ht1, fatores monetários, número de pranchas, Kz e Kext.
- Correspondência: o sistema associa cada serviço normalizado aos itens das fontes e atribui classe A, B, C, D ou E.
- Agregação: os totais são calculados conforme o modo integral, estrito ou ampliado.
- Análise: mediana, quartis, amplitude, coeficiente de variação, drivers de diferença e confiança global.
- Saída: relatório, CSV, impressão, cenário em IndexedDB ou auditoria de orçamento.
03Primeiro acesso, animação e aviso legal
04Estrutura da interface, navegação e controles globais
Faixa superior
O cabeçalho apresenta o nome do aplicativo, os selos das referências incorporadas e a barra de abas. Em telas largas, as abas ocupam uma ou mais linhas; em telas menores, o navegador pode reorganizar os elementos.
Modo compacto e cabeçalho fixo
| Controle | Efeito | Quando utilizar |
|---|---|---|
| Modo compacto | Reduz espaçamentos, altura dos campos e densidade das tabelas. | Quando houver muitas linhas ou tela com altura limitada. |
| Cabeçalho fixo | Mantém as abas visíveis durante a rolagem e recolhe parte da marca. | Em análises longas, principalmente nas metodologias e no manual. |
| Recolher painel | Oculta o conteúdo de um painel sem apagar seus dados. | Para concentrar a leitura na etapa atual. |
Comportamento dos campos
- Campos numéricos aceitam valores conforme a unidade indicada. Não misture hectares, quilômetros e metros quadrados.
- Seletores modificam imediatamente o cálculo quando vinculados ao cenário.
- Etiquetas como aprox., incluso, estimado e classes A a E devem ser lidas como parte da memória, não como ornamento visual.
- A coluna “Personalizada” permite inserir preço próprio por unidade, útil para proposta de mercado ou referência interna.
05Roteiro rápido: do zero ao relatório em 12 passos
06Calculadora de edificações: preenchimento detalhado
Assistente de escopo
O assistente marca um conjunto inicial de serviços e pode direcionar a aba de trabalho. Ele não bloqueia alterações posteriores. Utilize-o para reduzir erros de omissão, mas confronte o resultado com o termo de referência.
Parâmetros do empreendimento
| Campo | Como preencher | Impacto principal |
|---|---|---|
| Tipologia | Escolha o uso predominante ou a maior semelhança técnica. | Seleciona linhas DER-ES, SENGE-BA, CEHOP, SENGE-RS e CAU/BR, conforme os mapas internos. |
| Área construída | Área global sujeita ao desenvolvimento dos projetos. | Base da maioria das disciplinas. |
| Projeção/cobertura | Área de implantação ou cobertura efetivamente projetada. | Fundações, estrutura metálica, SPDA e alguns itens de drenagem. |
| Área externa | Área de terreno tratada por implantação, urbanização, paisagismo ou redes externas. | Projetos diversos, paisagismo, urbanismo e parte da infraestrutura. |
| Intervenção | Nova, reforma/ampliação ou cadastro. | Altera preços e disponibilidade, especialmente na CEHOP. |
| Fundação CEHOP | Superficial ou profunda. | Seleciona o preço específico por m² de projeção. |
Ajustes específicos
- Mínimos CEHOP: aplique quando a regra de valor mínimo for pertinente ao objeto e à especialidade.
- Orçamento SENGE-BA: a majoração de 30% deve ser marcada somente quando houver o fornecimento correspondente.
- Memória estrutural SENGE-BA: o acréscimo de 20% deve refletir a entrega prevista no escopo.
Fatores e variáveis monetárias
DER-ES 2026 R0 parte de 1,0000. SENGE-BA pode ser atualizado pela relação entre o CUB vigente e sua base. CEHOP e DAER exigem decisão explícita do processo. CAIXA recebe a hora técnica; CAU/BR recebe CUB/BH/fp; SENGE-RS recebe CUB e fatores próprios.
Serviços e preços unitários
- A primeira caixa de cada linha inclui ou exclui o serviço do cenário.
- “Quantidade” mostra a base utilizada; em alguns casos a quantidade difere entre referências por causa da unidade própria.
- O valor da célula pode representar preço por m², por prancha ou total convertido. Leia o subtítulo e a memória.
- “Disp.” resume a disponibilidade da linha. Lacuna não deve ser confundida com preço zero.
07Escopo integral, base comum estrita e base comum ampliada
| Modo | Inclui | Uso indicado | Risco interpretativo |
|---|---|---|---|
| Escopo integral | Tudo que cada referência consegue precificar para os serviços marcados. | Dimensionar o valor total segundo cada fonte. | Os totais podem conter escopos diferentes. |
| Base estrita | Somente equivalências A e B comuns às referências ativas. | Comparação mais defensável e conservadora. | Pode reduzir muito o escopo e perder disciplinas relevantes. |
| Base ampliada | Equivalências A, B e C comuns às referências ativas. | Análise com maior cobertura, aceitando aproximações moderadas. | Exige explicar as classes C. |
Como utilizar corretamente
- Calcule primeiro no modo integral e identifique as lacunas.
- Troque para base estrita e observe quais linhas ficam atenuadas ou excluídas.
- Compare com a base ampliada para medir o efeito das aproximações classe C.
- Registre no relatório qual base sustentou a conclusão e por quê.
08Classes A a E e índice de confiabilidade
| Classe | Significado | Exemplo de interpretação |
|---|---|---|
| A | Comparação direta. | Unidade, base de medição e escopo substancialmente equivalentes. |
| B | Boa equivalência. | Há diferença pequena, identificada e sem prejuízo relevante. |
| C | Aproximação metodológica. | Itens semelhantes, porém com escopo ou forma de cálculo que exige ressalva. |
| D | Proxy ou conversão relevante. | Uso de série substituta, número estimado de pranchas ou correspondência fraca. |
| E | Não comparável. | Ausência de item correspondente ou incompatibilidade essencial. |
O índice global combina qualidade média, cobertura do escopo e quantidade de referências. Uma nota alta indica que o conjunto selecionado possui boa aderência interna; não prova que o escopo contratual esteja completo nem que as fontes estejam atualizadas.
09Aba “Análise e relatório”
Referências ativas
Desmarque metodologias que não tenham pertinência material, geográfica, institucional ou de unidade. A escolha altera a calculadora, a mediana, os quartis, a confiança e o relatório.
Diagnóstico automático
Os cartões sintetizam confiança, cobertura e estatísticas. O texto interpretativo informa menor e maior referência, mediana, dispersão e principais disciplinas responsáveis pelas diferenças.
Tabela de confiança
Leia horizontalmente: cada serviço mostra a classe atribuída em cada referência. Linhas com concentração de D e E não devem sustentar uma comparação direta.
Relatório profissional
10Modo auditor: preço total, serviço específico e importação
Análise manual de um valor
- Escolha “Total do escopo selecionado” ou “Um serviço específico”.
- Informe o valor orçado/contratado e uma identificação clara.
- Leia mediana, faixa, desvio percentual, posição empírica e diagnóstico.
- Confira a tabela de diferença contra cada referência; uma única fonte extrema não deve dominar a conclusão.
Importação CSV ou XLSX
O importador procura colunas de descrição, quantidade, preço unitário e total. Em seguida associa descrições a serviços normalizados. A associação é heurística e precisa ser conferida linha a linha.
| Situação | Ação recomendada |
|---|---|
| Descrição reconhecida corretamente | Confira quantidade, total e unidade antes de usar o desvio. |
| Descrição mapeada para disciplina errada | Ajuste a planilha de origem com descrição mais específica e importe novamente. |
| Item não reconhecido | Trate fora da comparação ou relacione manualmente ao serviço correto na análise técnica. |
| Planilha possui subtotais e totais | Remova linhas duplicadoras para evitar dupla contagem. |
11Biblioteca CUB: cadastro, série, competência e aplicação
Por que existe uma biblioteca
CAU/BR e SENGE-RS dependem de CUB. A série correta pode variar por tipologia, estado, condição de desoneração e competência. O cadastro evita substituir silenciosamente uma série por outra.
Passo a passo
- Selecione a UF.
- Escolha a série/projeto-padrão: R-8-N, R-1-N, R-16-N, CAL-8, CSL-8, CSL-16, GI, PIS ou outra.
- Informe a condição: normal, desonerada ou outra.
- Registre competência e valor em R$/m².
- Identifique fonte, publicação e, de preferência, página ou endereço de referência no campo de observação.
- Salve e utilize o comando de aplicação exibido na lista cadastrada.
Proxy versus série correta
O R8-N do SindusCon-SP é o padrão inicial do CAU/BR. Quando a tipologia exige CAL-8, CSL-16, GI ou outra série, usar R8-N é aproximação e deve aparecer como proxy. No SENGE-RS, o R8-N atual é apenas uma aproximação transparente do antigo “CUB ponderado” citado pela fonte.
12Comparativo gráfico e estatística por serviço
Total por referência
Mostra o valor agregado para a base atualmente selecionada. Use a legenda para relacionar as barras às fontes e compare com os cartões da calculadora.
Preço unitário por especialidade
Compara referências com unidade compatível. Metodologias por prancha, como SUDECAP, são excluídas desse gráfico unitário para não misturar R$/A1 com R$/m².
Faixa de dispersão
Cada linha é normalizada pelo maior valor do próprio serviço. Barra longa e CV elevado indicam que a escolha da referência altera materialmente o preço.
Estatística
| Indicador | Leitura |
|---|---|
| Mínimo e máximo | Extremos observados entre referências válidas. |
| Mediana | Ponto central menos sensível a um valor extremo. |
| Amplitude | Diferença absoluta entre máximo e mínimo. |
| CV | Dispersão relativa; exige cautela quando elevado. |
13Infraestrutura e vias
Parâmetros
- Área de intervenção: usada em redes, urbanização, drenagem e faixas por hectare.
- Extensão: base de projetos lineares e fórmulas em verba convertidas para o trecho.
- Classe SENGE: vias urbanas, estradas menores que 7 km ou maiores que 7 km.
- Contenção: informe desnível e área de face; não confunda com área do terreno.
Redes e obras em área
Compara DER-ES, SENGE-BA e CEHOP nos itens com base territorial. Verifique se a fonte mede toda a área de intervenção ou somente parcela efetivamente atendida.
Projetos lineares
Confronta SENGE-BA, CEHOP, SUDECAP e DAER/RS em R$/km ou equivalente do trecho. Quando um item DAER é calculado por parcela fixa mais parcela variável, o equivalente por quilômetro depende da extensão informada e não deve ser extrapolado para outro trecho.
14Metodologia CAIXA — Apêndice C
Fórmula por área equivalente
VR = (IR × ht1) × (8 ÷ Aₑ)0,4 × Aₑ
A área equivalente remunera pavimento diferenciado integralmente, pavimento tipo pela metade e garagem por um quarto nos serviços previstos. O expoente 0,4 produz preço unitário regressivo.
Passos
- Informe ht1 ou aplique a âncora da SUDECAP.
- Defina ΣApd, ΣApt e ΣAge. Desative a sincronização quando a decomposição real for diferente da área global.
- Escolha modalidade: executivo, anteprojeto, as built ou revisão.
- Selecione arquitetura, solução de incêndio, climatização e complexidade da maquete.
- Decida se entrada de energia e luminotécnico serão somados ao projeto elétrico.
- Marque na tabela os itens da OES efetivamente contratados.
Pequenas intervenções
Use quando a intervenção representa menos de 40% da área e não há desenvolvimento completo. O sistema aplica o teto previsto pela comparação com a fórmula por área.
Serviços por múltiplo e prazos
As tabelas C6, C7 e C8 remuneram determinados serviços por múltiplos de ht1. A tabela C9 informa prazos por faixa de área equivalente.
15CAU/BR — Módulos I e II
Fórmula central
- Sc: área construída estimada, com tratamento da área descoberta conforme a metodologia.
- BH: Base de Honorários, obtida do CUB correspondente e fator de adequação, da tabela histórica ou de valor manual.
- fp: fator percentual por categoria e área, interpolado quando necessário.
- R: redutor relacionado à repetição.
Procedimento
- Mantenha a sincronização se a correspondência automática for adequada; caso contrário, selecione a tipologia manualmente.
- Escolha a origem da BH. Para estimativa corrente, prefira CUB atual da série correta × fator de adequação.
- Confira a categoria I a IV e, se necessário, use a coluna de complexidade acordada.
- Informe área descoberta, área repetida e quantidade de repetições.
- Use fp automático ou modo manual/interpolado com memória das faixas.
- Escolha orçamento analítico ou sintético.
Paisagismo e urbanismo
Esses grupos usam fórmulas próprias do Módulo II e dependem do CUB-R8N. Verifique a área de tratamento paisagístico e os hectares da intervenção.
16Metodologia SENGE-RS
Edificações em geral
Escolha a tipologia da tabela básica e configure K1, K2 e K3 de cada disciplina. O sistema mostra índice I, fator médio, R$/m², área e honorário.
Residências
Selecione o tipo construtivo e o padrão da obra: luxo, alto, normal, baixo ou popular. O fator F é comum ao cálculo residencial conforme a tabela específica.
Parâmetros gerais
- CUB: confira série e competência; o R8-N do RS é proxy inicial do antigo CUB ponderado.
- Fator regional: use somente se houver homologação pertinente.
- BDI de consultoria: a majoração de 35% aplica-se quando a prestação for por empresa de consultoria, conforme a regra incorporada.
- Extras fixos: use para despesas ou serviços sem incidência percentual automática.
Serviços extras estruturados
Marque apenas entregas reais. O sistema diferencia extras calculados sobre honorário, área ou custo da obra. Para adicionais em percentual do custo da obra, informe a base correspondente.
Subestações
Escolha tipo e potência, acrescente classe 25 kV, chave reversora ou prédio existente quando cabível, e aplique a redução de 50% somente nas condições indicadas para contratação conjunta.
NB-140
Informe área real global e quantidade de unidades autônomas diferentes; selecione os Quadros I a VIII efetivamente elaborados. O resultado é calculado em CUB e convertido em reais.
17Metodologia SUDECAP
Formação do preço
TRDE = (1 + K3) ÷ (1 − K4)
PV = CDsal × K + CDoutros × TRDE
É possível alterar encargos sociais, administração central, lucro e tributos. A tabela é recalculada item a item segundo a participação estimada de mão de obra.
Número de pranchas
A SUDECAP mede diversos projetos em prancha A1. A estimativa automática serve apenas como ordem de grandeza e recebe etiqueta “estimado”. Para contratação ou auditoria, substitua pela relação real de desenhos.
- Ative ou desative a estimativa automática.
- Confira cada especialidade e quantidade.
- Ao digitar manualmente, a linha passa a ser tratada como informada.
- Use “Restaurar todas as estimativas” para retornar à regra automática.
Consulta da tabela
Filtre por código, descrição ou unidade. Use a consulta para verificar preço de venda, custo, participação de mão de obra e fator recomposto.
18Metodologia DAER/RS
Parâmetros do trecho
- Extensão: usada nos itens por km e nas fórmulas lineares.
- Kz: dificuldade regional; 1,00 neutraliza.
- Kext: ganho ou modulação por extensão; 1,00 neutraliza.
- Faixas e pistas: multiplicadores de unidades km.faixa e km.pista.
- Fator monetário: atualiza a base de janeiro de 2021 quando o processo definir índice e período.
Composição do escopo
Use o filtro de descrição/item e o seletor de grupo. Marque cada serviço, confira unidade e ajuste a quantidade. Itens “a calcular” permanecem sem preço automático.
Itens em verba
Alguns valores seguem fórmula do tipo a + b × extensão. A parcela fixa faz o equivalente por quilômetro variar conforme o comprimento; não reutilize o R$/km em outro trecho.
19DER-ES, SENGE-BA e CEHOP/SE na calculadora
DER-ES 2026 R0
Referencial administrativo em R$/m² por tipologia. O projeto estrutural inclui fundação. Projetos diversos usam áreas externas ou outras bases indicadas. O fator padrão é 1,0000 porque a edição incorporada já é 2026 R0.
SENGE-BA 2024
Tabela de preços mínimos vinculada ao CUB médio de junho de 2024. O fator pode ser calculado como CUB vigente ÷ 1.929,04. Alguns projetos civis são escalonados por área e há acréscimos específicos para orçamento e memória de cálculo.
CEHOP/SE 2026
Referência administrativa com valores máximos e regras de mínimos por especialidade. Diferencia obra nova, reforma e cadastro, além de tipologias e modalidades. Confira se o escopo BIM e os inclusos da fonte coincidem com a contratação analisada.
| Fonte | Natureza | Principal variável | Cuidado |
|---|---|---|---|
| DER-ES | Referencial | Tipologia e área | Estrutura já inclui fundação. |
| SENGE-BA | Mínimos | Faixa de área e CUB | Atualizar pela base declarada e conferir tipologia equivalente. |
| CEHOP | Máximos administrativos | Tipologia, intervenção e mínimos | Não interpretar máximo administrativo como mínimo profissional. |
20Cenários e histórico em IndexedDB
Salvar
- Dê nome identificável ao cenário.
- Registre descrição com finalidade, data-base e premissas.
- Clique em “Salvar cópia do cenário atual”.
Carregar e excluir
A lista apresenta os estudos armazenados. Carregar substitui o estado atual pelos dados salvos; portanto, salve alterações em andamento antes de carregar outro cenário. Excluir remove o registro local.
Exportar e importar
O JSON reúne todos os cenários. Use-o como cópia de segurança, para transferência entre computadores ou para preservar o estado antes de limpar o navegador.
21Base de dados, fontes e limitações
Base de dados
Apresenta coeficientes, tabelas e valores incorporados sem atualização monetária adicional, salvo quando a própria metodologia calcula a partir de variável corrente. Use essa aba para conferência e rastreamento da linha utilizada.
Fontes e limitações
Explica natureza jurídica, fórmulas, unidades, data-base, divergências de leitura e critérios de correspondência. Essa leitura é obrigatória antes de citar o sistema em peça técnica.
Como documentar uma referência
- Nome completo da fonte.
- Edição, revisão e competência.
- Unidade de remuneração.
- Tipologia ou item utilizado.
- Fator ou CUB aplicado.
- Correspondência e classe atribuída.
- Ressalvas do escopo.
22Relatório, CSV, impressão, HTML e arquivos de suporte
| Saída | Conteúdo | Uso recomendado |
|---|---|---|
| Relatório em PDF | Capa, síntese, parâmetros, totais, confiança, memória e alertas. | Instrução processual, apresentação e registro formal. |
| Relatório HTML | Documento autônomo reabrível. | Arquivo eletrônico e conferência antes do PDF. |
| CSV | Memória estruturada e dados do cenário. | Planilha, auditoria, filtros e verificações independentes. |
| Imprimir tela atual | Visão do aplicativo, conforme regras de impressão. | Registro rápido; não substitui o relatório profissional. |
| JSON de cenários | Estado completo de múltiplos estudos. | Backup e transferência. |
| Manual em PDF | Texto integral desta aba. | Treinamento, distribuição e consulta off-line. |
Conferência antes de exportar
- Atualize resultados após a última alteração.
- Confira referências ativas.
- Verifique a base adotada.
- Preencha identificação e observações.
- Abra a visualização e revise números, títulos e alertas.
23Exemplos completos de utilização
Exemplo A — escola de 1.200 m²
- Perfil: projeto multidisciplinar.
- Tipologia: escola/edifício educacional.
- Área construída: 1.200 m²; projeção: 400 m²; terreno externo: 800 m².
- Intervenção: nova; fundação: superficial.
- Selecione arquitetura, estrutura, hidrossanitário, elétrica, incêndio, SPDA, cabeamento e orçamento.
- Confira CUB-SP/CAU, ht1/CAIXA e CUB-RS/SENGE-RS.
- Abra Análise e relatório, mantenha apenas referências pertinentes e compare integral, estrita e ampliada.
- Registre no relatório que fundação pode estar incluída em uma fonte e separada em outra.
Exemplo B — auditoria de proposta
- Monte primeiro o escopo de referência na Calculadora.
- Ative somente fontes adequadas ao objeto.
- No Modo auditor, escolha total ou disciplina e informe o preço contratado.
- Leia desvio contra mediana e quartis.
- Importe XLSX se houver planilha detalhada; confira mapeamento dos itens.
- Investigue disciplinas acima da faixa e confirme quantidade/unidade.
- Documente causas legítimas: complexidade, prazo, escopo ampliado, BIM, levantamentos ou condições locais.
Exemplo C — trecho rodoviário
- Use o perfil infraestrutura e vias.
- Informe extensão e classe da via.
- Na aba DAER, configure Kz, Kext, faixas, pistas e fator monetário.
- Marque estudos, projetos e ensaios necessários.
- Retorne à síntese de infraestrutura e compare somente itens equivalentes.
- Evite extrapolar equivalente por quilômetro de item em verba para outra extensão.
24Como interpretar resultados e identificar sinais de alerta
Sinais de alerta metodológico
- Grande diferença entre integral e base estrita.
- Confiança baixa ou muitas classes D/E.
- SUDECAP com quantidade estimada de pranchas sem relação de desenhos.
- CAU/BR usando R8-N como proxy de série tipológica diferente.
- SENGE-RS usando CUB sem fonte ou com extras duplicados.
- DAER atualizado por fator sem memória do índice.
- Valor contratado acima do máximo, mas com escopo maior que as referências.
- Valor abaixo do mínimo, acompanhado de omissão de entregáveis ou quantidade subestimada.
Sequência de diagnóstico
- Confira quantidade e unidade.
- Confira inclusão/exclusão de serviços.
- Confira tipologia e modalidade.
- Confira variáveis monetárias.
- Confira classe de equivalência.
- Somente então analise diferença de preço.
25Checklist de validação antes de finalizar o estudo
Dados físicos
- Tipologia justificada.
- Área construída conferida.
- Projeção/cobertura distinta quando necessário.
- Área externa limitada à intervenção real.
- Extensão, faixas e pistas coerentes.
Escopo
- Serviços marcados constam do termo de referência.
- Inclusos não foram somados novamente.
- Serviços extras possuem base correta.
- Quantidades SUDECAP foram substituídas por relação real quando disponível.
Parâmetros monetários
- CUB com UF, série, condição, competência e fonte.
- ht1 com justificativa.
- Fatores de atualização com índice e período.
- BH e fp do CAU/BR conferidos.
- K1 a K4 e tributos SUDECAP revisados.
Análise
- Referências ativas são pertinentes.
- Base integral, estrita e ampliada foram comparadas.
- Classes C, D e E foram explicadas.
- Drivers de dispersão foram verificados.
- Conclusão não confunde natureza jurídica das fontes.
Arquivamento
- Relatório visualizado.
- CSV baixado.
- Cenário salvo.
- JSON exportado quando necessário.
- Fontes oficiais arquivadas junto ao processo.
26Solução de problemas e recuperação
| Problema | Causa provável | Procedimento |
|---|---|---|
| Valor não muda | Serviço desmarcado, referência inativa ou campo fora da metodologia. | Confira seleção da linha, referências ativas e aba específica. |
| Total zero | Sem serviços selecionados, base comum eliminou as linhas ou parâmetro principal está zerado. | Volte ao integral, marque serviços e verifique área/CUB/ht1. |
| Relatório abre em branco | Bloqueio de pop-up ou cenário ainda não calculado. | Permita pop-ups para arquivo local, atualize a calculadora e tente visualizar antes de imprimir. |
| XLSX não é lido | Arquivo protegido, formato incomum ou planilha sem cabeçalho reconhecível. | Salve nova cópia simples em XLSX ou CSV, com cabeçalhos na primeira linha. |
| Cenário desapareceu | Dados do navegador foram limpos, janela anônima ou outro navegador. | Importe o JSON previamente exportado. |
| CUB não aparece | UF/série/condição/competência não coincidem ou cadastro não foi salvo. | Revise a Biblioteca CUB e aplique o registro correto. |
| Rolagem horizontal | Zoom elevado ou janela estreita. | Use zoom de 90%–100%, modo compacto e tela maximizada; em celular, role apenas a tabela necessária. |
| Dados parecem antigos | Fonte incorporada possui data-base própria. | Confira Fontes e limitações; substitua publicação ou aplique fator somente com memória formal. |
Restaurar padrões
O botão da calculadora restaura o estado padrão do cenário. Salve ou exporte antes, pois alterações não arquivadas podem ser perdidas.
27Glossário e perguntas frequentes
Glossário essencial
| Termo | Significado no sistema |
|---|---|
| BH | Base de Honorários do CAU/BR. |
| CUB | Custo Unitário Básico; deve ser identificado por UF, série, condição e competência. |
| fp | Fator percentual utilizado na metodologia CAU/BR. |
| ht1 | Hora técnica de referência/proposta na metodologia CAIXA. |
| IR | Índice de remuneração do Apêndice C da CAIXA. |
| K1, K2, K3 | Fatores de correção SENGE-RS ou componentes da metodologia SUDECAP, conforme a aba. |
| K4 | Parcela tributária na fórmula SUDECAP. |
| Kz / Kext | Fatores de zona e extensão do DAER/RS. |
| Proxy | Valor substituto usado quando a série ou correspondência exata não está disponível. |
| Base comum | Subconjunto de serviços comparáveis segundo as classes admitidas. |
| CV | Coeficiente de variação; mede dispersão relativa. |
| IndexedDB | Banco local do navegador usado para cenários e CUBs. |
Perguntas frequentes
Qual referência devo adotar?
Depende da finalidade, natureza da contratação, abrangência geográfica, unidade, data-base e aderência de escopo. O sistema ajuda a comparar, mas não seleciona juridicamente a fonte por você.
Posso usar a mediana como orçamento?
Pode ser um indicador, desde que as referências sejam pertinentes, as unidades compatíveis e a base esteja documentada. A mediana isolada não substitui a composição do escopo.
Por que a SUDECAP diverge tanto?
Porque mede muitos projetos por prancha A1. A quantidade de pranchas é variável do empreendimento e pode dominar o total.
O fator 1,0000 significa preço atual?
Não. Significa preço nominal da edição incorporada. Atualidade depende da data-base da fonte.
O sistema funciona sem internet?
Sim. O arquivo é autônomo. Porém, a conferência de publicações vigentes exige consulta externa feita pelo usuário.
Como levar os estudos a outro computador?
Exporte os cenários em JSON e importe no outro navegador. Leve também o HTML do sistema, os relatórios e as fontes utilizadas.