Calculadora de Gestão do Cronograma Físico-Financeiro v1.2

Curva S, linha de base, desvio de prazo, diagnóstico e nota de acompanhamento

—

Informe os dados da obra para iniciar a análise.

Providência recomendada —

Desvio acumulado

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—

Índice de Desempenho de Prazo (IDP)

—
0,500,850,951,20
—

Previsão de conclusão

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Ritmo de execução

—
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Curva S — planejado, executado e projeção

Linha de base original Planejado (estimado) Executado Projeção
Passe o cursor sobre o gráfico para ler os valores de cada dia.

Indicadores complementares

Diagnóstico gerencial automático

Leitura determinística do desempenho, da tendência, da linha de base e dos principais gargalos.

Informe dados válidos ou carregue o exemplo completo para gerar o diagnóstico.
Comece pelo cronograma real da obra

Importe XLSX/CSV com atividades ou marcos acumulados. O planejamento passará a alimentar automaticamente o Painel, a Evolução e os Pacotes.

Identificação e fonte do cronograma

R$
Nenhum cronograma importado Modo paramétrico disponível no Painel
Integração inativa. Importe um cronograma ou carregue o exemplo para conectar as abas.

Linha de base original × cronograma vigente

Congele o cronograma aprovado como linha de base antes de importar ou editar uma revisão. O cronograma vigente continua alimentando os cálculos; a linha de base preserva a referência histórica.

Linha de base não definida
Comparação atividade por atividade
CódigoAtividadeInício baseInício vigenteΔ inícioTérmino baseTérmino vigenteΔ términoCríticaSituação
Defina uma linha de base para comparar as versões.

Cronograma da obra

Preparando importação…

O assistente reconhece cabeçalhos, permite remapear colunas e também aceita séries por data, planejado e executado.
0 atividades
Nenhuma atividade ou marco cadastrado. Importe o cronograma da obra, cole dados de uma planilha ou carregue o exemplo completo.
aderente ou concluída atenção atrasada Pesos são normalizados para 100% nos cálculos.

Curva S derivada do cronograma importado

Linha de base original Planejado vigente Medições executadas Data de referência
Importe um cronograma para substituir a curva paramétrica pela distribuição real do planejamento.

Gantt detalhado de atividades — linha de base, vigente e executado

Linha de base Janela vigente Avanço aderente Atenção Atrasada Posição planejada
Importe um cronograma de atividades para habilitar o Gantt detalhado.

Como a integração funciona

1. Cronograma

Datas, pesos e valores geram a curva planejada completa e o percentual previsto em qualquer data-base.

2. Painel

Início, término e avanço planejado são preenchidos automaticamente; o modo paramétrico continua disponível como alternativa.

3. Evolução

O planejado de cada medição é recalculado pela mesma curva importada, evitando curvas diferentes em cada boletim.

4. Pacotes

As atividades são consolidadas por grupo, preservando peso, janela de execução, percentual realizado e impacto no desvio.

Série de medições

Aceita ponto e vírgula, vírgula ou tabulação; datas em dd/mm/aaaa ou aaaa-mm-dd; decimais com vírgula.
Data da medição Dias Planejado Executado Desvio IDP Δ IDP Atraso Ritmo do período Previsão de término Situação
Nenhuma medição registrada. Adicione linhas manualmente ou importe um arquivo CSV.

Desempenho ao longo das medições

IDP Tendência Atraso equivalente
Cada ponto corresponde a uma medição registrada na tabela acima.

Histograma de avanço físico

Barras azuis: planejado. Barras vermelhas: executado.

Pacotes de trabalho

Cinco colunas: nome, início, término, peso (%) e executado (%). O peso é a participação do pacote no escopo físico total.
Pacote de trabalho Início Término Peso Executado Duração Planejado IDP Atraso Impacto no desvio Situação
Nenhum pacote cadastrado. Adicione linhas manualmente ou importe um arquivo CSV.

Gantt de acompanhamento

Janela planejada Avanço executado Posição planejada
A barra clara é a janela contratada; a barra colorida, o avanço medido; o traço vertical, onde o pacote deveria estar hoje.

Composição do desvio global

Puxa o desvio para baixo Compensa o desvio
Contribuição de cada pacote para o desvio global, em pontos percentuais da obra inteira.

Nota de acompanhamento físico-temporal

Minuta automática, editável nos campos laterais e pronta para impressão ou exportação em HTML.

Pré-visualização

—
A nota será gerada a partir dos dados do sistema.

1. Para que serve

A calculadora compara o avanço físico planejado com o avanço físico executado numa data de referência e traduz essa diferença em três respostas objetivas: o quanto a obra está atrasada, quando ela deve terminar mantido o ritmo atual, e qual providência a fiscalização deve adotar.

O uso típico é o fechamento de cada boletim de medição: com dois percentuais e três datas, a ferramenta produz o quadro de desempenho que acompanha o relatório de acompanhamento e fundamenta eventual notificação à contratada.

O que ela não faz

  • Não substitui a análise do caminho crítico. Uma obra pode estar com bom percentual global e, ainda assim, atrasada em serviços que travam os demais.
  • Não avalia custo. O eixo é físico; o financeiro entra apenas na leitura conjunta que o gestor faz do desembolso.
  • Não julga a causa do atraso — apenas a sua magnitude.

2. Dados de entrada

Prazos contratuais

  • Início da execução — data da ordem de serviço ou do marco inicial do cronograma aprovado.
  • Término contratual — data final vigente. Se houve prorrogação formalizada, use a nova data; o desvio passa a ser medido contra o cronograma repactuado.
  • Prazo total e dias decorridos são calculados a partir das datas e não são editáveis.

Medição de referência

  • Data de referência — data-base da análise. Precisa estar entre o início e um limite razoável após o término.
  • Avanço planejado — percentual acumulado previsto até a data de referência. Se o cronograma é mensal e a data cai no meio do mês, interpole entre os dois marcos.
  • Avanço executado — percentual acumulado medido e atestado. Deve refletir serviços efetivamente concluídos, não material posto em obra.

Parâmetros de alerta

Os limites de IDP são ajustáveis porque a tolerância varia com o tipo de obra e com a fase. Os valores padrão — 0,95 e 0,85 — funcionam bem para obras de edificação em fase corrente. Em obras com forte sazonalidade climática, é comum afrouxar o limite amarelo nos meses de chuva.

3. Importação do cronograma e integração das abas

A versão 1.2 mantém o cronograma real da obra como fonte central do sistema e acrescenta linha de base, diagnóstico gerencial e nota de acompanhamento. Em vez de informar manualmente o percentual planejado em cada data, o usuário importa atividades ou marcos acumulados; o Painel, a Evolução e os Pacotes passam a utilizar a mesma distribuição temporal.

Formatos aceitos

  • XLSX e XLSM — o arquivo é processado integralmente no navegador. O assistente permite escolher a planilha e a linha de cabeçalho.
  • CSV ou TXT — aceita ponto e vírgula, vírgula ou tabulação, inclusive com campos entre aspas.
  • Colagem direta — copie células de uma planilha e use “Colar dados”; o mesmo assistente de mapeamento será aberto.

O formato XLS legado não é lido diretamente. Salve-o como XLSX ou CSV antes da importação.

Dois modelos de dados

  1. Atividades — cada linha contém atividade, início, término e peso ou valor. O sistema calcula o avanço planejado de cada atividade ao longo de sua janela e soma as parcelas ponderadas.
  2. Marcos acumulados — cada linha contém data e percentual planejado acumulado. A Curva S é obtida por interpolação direta entre os marcos.

Mapeamento inteligente

Os cabeçalhos são reconhecidos por sinônimos como “atividade”, “serviço”, “start”, “finish”, “peso”, “valor”, “% concluído” e “predecessora”. Antes da importação, confira cada associação. Se houver valores, mas não pesos, estes são calculados proporcionalmente; se ambos faltarem, são atribuídos pesos iguais.

Integração automática

  • As datas mínima e máxima passam a preencher o início e o término no Painel.
  • O planejado da data-base é calculado diretamente pelo cronograma e fica protegido contra edição acidental.
  • Na aba Evolução, cada medição é comparada contra a mesma curva importada.
  • Na aba Pacotes, as atividades são consolidadas pelo campo grupo/etapa, com peso, avanço e impacto no desvio.

Exemplo completo

O botão “Carregar exemplo completo” incorpora uma obra fictícia com 33 atividades, valores, predecessoras, atividades críticas e dez medições. Em seguida, um tutorial de seis passos conduz o usuário pelas leituras principais sem alterar a lógica do sistema.

4. Fórmulas empregadas

Todos os cálculos são determinísticos e reproduzíveis a mão. Abaixo, P é o avanço planejado, E o executado, ambos em pontos percentuais.

Desvio acumulado

Desvio = E − P   [pontos percentuais]
Desvio relativo = (E − P) / P × 100   [%]

O desvio em pontos percentuais responde “quanto de obra falta para alcançar o previsto”. O desvio relativo responde “que fração do previsto deixou de ser feita” — é ele que dimensiona a gravidade quando o percentual planejado ainda é pequeno. Cinco pontos de atraso sobre 10% previstos são muito mais graves do que sobre 80%.

Índice de Desempenho de Prazo

IDP = E / P

Adimensional. Igual a 1 significa aderência exata ao cronograma; 0,80 significa que se executou 80% do que se deveria ter executado até a data.

Ritmo e projeção

Ritmo médio = E / dias decorridos   [% por dia]
Prazo estimado = 100 / ritmo médio   [dias]
Conclusão prevista = início + prazo estimado
Atraso projetado = prazo estimado − prazo total   [dias]

A projeção assume que o ritmo médio observado até aqui se mantém até o fim. É uma hipótese conservadora e deliberadamente simples — ver a seção 11.

Ritmo necessário

Ritmo necessário = (100 − E) / dias restantes   [% por dia]
Fator de aceleração = ritmo necessário / ritmo médio

O fator de aceleração é o número mais útil numa notificação: ele diz, de forma direta, quantas vezes a produção diária precisa aumentar para que o prazo ainda seja cumprido. Acima de 2,0, o cumprimento do prazo original raramente é factível sem alteração de método ou de efetivo.

5. Como ler o IDP

O IDP é uma razão, não uma diferença. Isso importa: ele mede desempenho proporcional e se torna instável quando o percentual planejado é muito baixo. Nos primeiros dias de obra, um planejado de 0,5% contra um executado de 0,1% produz IDP de 0,20 — um número alarmante que reflete apenas ruído de mobilização.

  • IDP ≥ 1,00 — obra adiantada ou em dia. Vale conferir se o adiantamento não decorre de medição de serviços fora de sequência.
  • 0,95 ≤ IDP < 1,00 — desvio dentro da flutuação normal de produção.
  • 0,85 ≤ IDP < 0,95 — atraso consistente. Cabe registro em relatório e cobrança de plano de recuperação.
  • IDP < 0,85 — atraso relevante. Em geral já não se recupera sem reforço de equipe, alteração de método ou revisão de cronograma.

Uma leitura isolada diz pouco. O que informa é a série: um IDP de 0,88 estável há quatro medições descreve uma obra lenta, porém previsível; um IDP que caiu de 0,99 para 0,88 em duas medições descreve uma obra que parou.

6. Construção da Curva S

No modo paramétrico, a ferramenta recebe um ponto do cronograma planejado e gera uma curva S teórica calibrada para passar por ele. Quando há cronograma importado, a linha planejada é calculada diretamente pelas atividades ponderadas ou interpolada entre os marcos acumulados; a família abaixo é usada apenas no modo paramétrico e, opcionalmente, na distribuição interna das atividades:

y(x) = xa / ( xa + c · (1 − x)a )

Em que x é a fração do prazo decorrido (0 a 1), y a fração de obra concluída, a o perfil escolhido no formulário (1 = linear; valores maiores = curva mais acentuada) e c o fator de calibração, obtido em forma fechada:

c = x₀a · (1 − y₀) / [ y₀ · (1 − x₀)a ]

A curva resultante é monótona crescente, parte de 0 e chega a 100% exatamente no término contratual — propriedades desejáveis para qualquer cronograma físico. A curva de executado é construída pela mesma família, calibrada pelo ponto medido, e a partir da data de referência dá lugar à reta tracejada de projeção.

Com cronograma completo importado, a curva desenhada e os indicadores passam a depender da distribuição integral do planejamento. Sem importação, permanece disponível a aproximação paramétrica baseada no ponto informado.

7. Prazo ganho e atraso em dias

Dizer que a obra está “13 pontos percentuais atrasada” é pouco intuitivo para quem decide. A técnica do prazo ganho converte esse desvio em dias, respondendo: em que data o cronograma previa o percentual que hoje está executado?

Prazo ganho (PG) = x⁻¹(E/100) × prazo total
Atraso equivalente = dias decorridos − PG   [dias]
IDP(t) = PG / dias decorridos
Prazo estimado (PG) = prazo total / IDP(t)

A inversa da curva calibrada também tem forma fechada, o que torna o cálculo exato:

x = r / (1 + r),   onde   r = [ y·c / (1 − y) ]1/a

O atraso equivalente costuma ser o número mais comunicável do relatório: “a obra está hoje no ponto em que o cronograma a colocava há 74 dias”. Note que ele depende do perfil de curva escolhido — em trechos de baixa inclinação da curva S, poucos pontos percentuais equivalem a muitos dias.

8. Alertas e providências

O semáforo classifica pelo IDP, comparado aos dois limites configuráveis.

Verde  IDP ≥ limite amarelo

Obra aderente ao cronograma. Providência: manter o acompanhamento de rotina e registrar o desempenho no relatório de medição.

Amarelo  entre os dois limites

Atraso moderado, ainda recuperável. Providência: notificar a contratada, exigir plano de aceleração com prazos e efetivo definidos, e reavaliar na medição seguinte.

Vermelho  IDP < limite vermelho

Atraso relevante. Providência: notificação formal, exigência de cronograma revisado com justificativa técnica das causas e definição de marcos de recuperação verificáveis. A decisão sobre consequências contratuais é do gestor e depende da apuração de responsabilidade — a ferramenta apenas dimensiona o desvio.

Escalonamentos automáticos

Independentemente do IDP, a ferramenta emite alerta quando: o prazo contratual já se esgotou e a obra não atingiu 100%; o executado permanece em zero após o início; ou o fator de aceleração necessário ultrapassa 2,0.

9. Série de medições e histogramas

Uma leitura isolada diz pouco: o que informa é a série. A aba Evolução guarda todas as medições do contrato e mostra como o desempenho se comportou entre elas.

Como alimentar a série

  • Manualmente — o botão de adicionar cria uma linha 30 dias após a última; edite data e percentuais direto na tabela.
  • Importando um CSV — três colunas: data, planejado, executado. O cabeçalho é opcional e a ordem das colunas é reconhecida pelos nomes. Aceita ponto e vírgula, vírgula ou tabulação; datas em dd/mm/aaaa ou aaaa-mm-dd; decimais com vírgula ou ponto. Linhas ilegíveis são reportadas e ignoradas, não interrompem a importação.
  • Colando — o mesmo formato, direto de uma planilha.

As datas de início e término e o perfil de curva vêm da aba Calculadora e valem para toda a série. O botão de enviar a última medição preenche a calculadora com ela, para a análise detalhada.

Gráfico de desempenho

Combina duas leituras num eixo de tempo comum: a linha é o IDP de cada medição, lida na escala da esquerda, com os pontos coloridos pela situação; as barras são o atraso equivalente em dias, na escala da direita. As faixas de fundo marcam as zonas verde, amarela e vermelha definidas pelos limites configurados.

A reta tracejada é uma regressão linear simples do IDP sobre os dias decorridos. A partir dela vem o campo tendência do resumo — variação de IDP por mês — e a estimativa de quando o índice alcança o limite crítico, caso esteja caindo. É uma extrapolação: serve para dimensionar a urgência, não para fixar prazo.

Os três modos do histograma

  • Acumulado — planejado e executado acumulados em cada medição. Mostra a abertura da defasagem ao longo do contrato.
  • Por período — o avanço produzido entre duas medições consecutivas. Revela em qual intervalo a obra perdeu terreno, o que o acumulado esconde.
  • Ritmo diário — o mesmo avanço dividido pela duração do período. É o modo correto quando as medições não são equidistantes: um boletim de 3 dias e outro de 30 produzem barras incomparáveis no modo anterior, e comparáveis neste.

O número acima de cada par de barras é a diferença entre executado e planejado, na unidade do modo escolhido.

Uma ressalva sobre o atraso em dias

Cada medição é comparada com a curva planejada calibrada por ela própria — a que passa pelo percentual previsto naquela data. O IDP e o desvio não dependem dessa calibração, mas o atraso equivalente e o prazo ganho dependem. Se o perfil de curva escolhido não representa bem o cronograma real, a série de atrasos em dias herda o erro de forma sistemática. Compare-a entre medições, não a leia como um número absoluto.

10. Pacotes de trabalho e Gantt

O percentual global esconde a informação que decide a conversa com a contratada: onde a obra parou. Duas obras com IDP 0,80 podem estar em situações opostas — uma atrasada no acabamento, outra na estrutura que trava todo o resto. A aba Pacotes decompõe o avanço por frente de serviço.

O peso é o campo que faz tudo funcionar

Cada pacote recebe um peso: sua participação no escopo físico total, em percentual. É o mesmo número que a planilha orçamentária já fornece — o valor do pacote dividido pelo valor total, sem BDI ou com ele, desde que o critério seja uniforme. A soma deve fechar 100%. Se não fechar, a ferramenta normaliza e avisa; o resultado continua utilizável, mas o consolidado passa a ser proporcional, não absoluto.

Sem peso não há consolidação possível: um pacote de 2% concluído e outro de 40% parado não podem ser somados como iguais.

Como o planejado de cada pacote é calculado

Dentro da sua própria janela de datas, cada pacote segue uma curva S simétrica com o perfil escolhido na calculadora. Na data de referência, a fração de tempo decorrido do pacote é convertida em percentual previsto. Pacotes ainda não iniciados ficam em 0%; pacotes cuja janela já encerrou ficam em 100%.

fração de tempo = (referência − início do pacote) / duração do pacote
planejado do pacote = curvaS(fração de tempo)
IDP do pacote = executado / planejado

Com perfil linear, o planejado é simplesmente a fração de tempo decorrido — útil quando a frente de serviço tem produção constante, como terraplenagem ou pavimentação.

Impacto no desvio: o número que ordena a prioridade

impacto = peso × (executado − planejado) / 100   [p.p. da obra inteira]

É a contribuição do pacote para o desvio global, e a soma dos impactos reproduz exatamente o desvio consolidado. Ele separa duas coisas que o IDP mistura: gravidade relativa e materialidade. Um pacote de peso 2% com IDP 0,10 aparece em vermelho, mas puxa o desvio em apenas 0,3 ponto; um pacote de peso 20% com IDP 0,25 puxa quase 5 pontos. A notificação deve tratar o segundo primeiro.

O gráfico de composição ordena os pacotes por esse critério. É o que responde à pergunta “se eu resolver um problema só, qual resolvo?”.

Lendo os Gantts de acompanhamento

  • A barra clara é a janela contratada do pacote, do início ao término previsto.
  • A barra colorida preenche a fração executada, com a cor do alerta do pacote.
  • O traço vertical escuro marca onde o pacote deveria estar hoje. Quando a barra colorida não alcança o traço, a distância entre eles é a defasagem daquela frente.
  • A linha cinza é a data de referência; a azul tracejada, o término contratual.

O rótulo vencido aparece quando a janela do pacote já encerrou e ele não chegou a 100%. Esse é o sinal mais acionável do painel: não é projeção, é um prazo intermediário descumprido.

Na aba Cronograma, o Gantt detalhado v1.2 acrescenta cada atividade, a janela da linha de base em traço, a janela vigente, o avanço executado, filtros de criticidade e atraso, agrupamento por etapa e zoom em diferentes períodos.

Reconciliação com a calculadora

O consolidado dos pacotes raramente coincide exatamente com o percentual global informado na aba Calculadora — as curvas por pacote são uma aproximação do cronograma. Diferenças de até dois pontos são normais; acima disso a ferramenta avisa, e vale investigar se algum peso está errado ou se alguma frente ficou de fora. O botão de consolidar transporta os percentuais dos pacotes para a calculadora, se você preferir usá-los como base.

O que isto ainda não é

Não há dependências entre pacotes nem cálculo de caminho crítico. A ferramenta não sabe que a alvenaria depende da estrutura; ela mostra que ambas estão atrasadas e quanto cada uma pesa. A leitura de precedência continua sendo sua.

11. Laboratório interativo

Experimente combinações sem alterar os dados da calculadora. O laboratório usa exatamente o mesmo motor de cálculo da ferramenta principal.

Simulação rápida

%
%
d
d

12. Dúvidas frequentes

O executado pode passar de 100%?

Não no eixo físico. Se a medição acumulada supera 100%, há erro de apropriação ou serviços não previstos sendo medidos no mesmo item. A ferramenta limita o valor e emite aviso.

A data de referência pode ser posterior ao término contratual?

Pode, e é um caso comum: obra que estourou o prazo. O IDP passa a comparar o executado com 100% e o alerta escalona automaticamente.

Por que o atraso em dias não bate com o desvio percentual?

Porque a relação entre percentual e tempo não é linear na curva S. No terço central da obra, um ponto percentual vale poucos dias; nas pontas, vale muitos. Ver seção 7.

E se houve paralisação formalizada?

Desconte os dias de paralisação do prazo total e da data de término antes de lançar os dados, ou o desempenho aparecerá pior do que é. A ferramenta não tem como distinguir dias suspensos de dias trabalhados.

Preciso preencher a série toda vez?

Não. A série fica guardada junto com os demais dados do formulário, no próprio navegador. Para levá-la a outro computador, exporte o CSV.

Os dados ficam salvos?

Os valores do formulário e o tema escolhido são guardados no próprio navegador, quando ele permite. Nada é enviado para fora do computador — o arquivo funciona integralmente offline.

13. Linha de base e controle de versões

A linha de base é uma fotografia congelada do cronograma aprovado. Ela não substitui o cronograma vigente nem altera o planejado usado no IDP; serve para preservar a referência original e evidenciar os efeitos das reprogramações.

Fluxo recomendado

  1. Importe o cronograma contratual aprovado e confira datas, pesos e atividades.
  2. Use “Capturar cronograma atual como linha de base”.
  3. Importe ou edite a revisão vigente, identificando a versão, a data e a justificativa.
  4. Consulte a diferença de avanço planejado na data-base, a postergação do término e as atividades deslocadas.

A comparação utiliza prioritariamente o código da atividade e, quando ele falta, sua descrição. Alterações de código podem ser interpretadas como atividade removida e nova atividade incluída. A exportação CSV registra as datas de ambas as versões e seus deslocamentos.

14. Diagnóstico gerencial automático

O diagnóstico reúne, em texto, os indicadores já calculados pelo sistema. Ele considera o IDP, o desvio em pontos percentuais, o atraso equivalente, o fator de aceleração, a tendência das últimas medições, a comparação com a linha de base e a contribuição das atividades para o desvio.

A lógica é determinística: não há envio de dados nem uso de serviço externo. Os principais gargalos são ordenados pelo impacto ponderado, isto é, peso da atividade multiplicado pela diferença entre executado e planejado.

As providências são sugestões gerenciais. O sistema não apura causas, não atribui responsabilidade e não decide sobre sanções, prorrogações ou alterações contratuais.

15. Nota de acompanhamento

A aba Relatório transforma o diagnóstico em uma minuta estruturada com identificação da obra, metodologia, quadro de desempenho, linha de base, atividades críticas, tendência, providências e conclusão.

  • Atualizar nota recalcula todo o conteúdo com os dados correntes.
  • Copiar texto envia o conteúdo para a área de transferência.
  • Exportar HTML cria um documento autônomo que pode ser aberto em navegador ou editor de textos.
  • Imprimir / salvar PDF usa a caixa de impressão do navegador.

Antes do uso formal, complemente a minuta com as causas efetivamente apuradas, manifestações das partes, instrumentos de reprogramação e fundamentação contratual aplicável.

16. Limitações do método

  • Projeção linear. O prazo estimado supõe ritmo médio constante. Obras reais desaceleram no acabamento e aceleram na estrutura; a projeção tende a ser otimista quando a obra está no meio e pessimista logo após a mobilização.
  • Percentual global. Dois canteiros com o mesmo IDP podem ter situações opostas se um deles atrasou apenas serviços não críticos. A aba Pacotes mitiga isso, mas não substitui a análise de precedências.
  • Sem caminho crítico. Os pacotes não têm dependências declaradas. Um atraso pequeno numa frente que trava três outras aparece com impacto pequeno.
  • Modo paramétrico. Sem cronograma importado, a curva planejada é reconstruída a partir de um único ponto e o atraso em dias herda essa aproximação. Com cronograma conectado, a limitação é substituída pela qualidade das datas, pesos e marcos importados.
  • Instabilidade no início. Abaixo de cerca de 5% planejado, o IDP oscila muito. A ferramenta avisa quando a leitura está nessa faixa.
  • Qualidade do dado de entrada. Medição inflada produz indicador verde numa obra atrasada. O controle do percentual medido é anterior — e mais importante — do que qualquer cálculo aqui.