Informe os dados da obra para iniciar a análise.
Desvio acumulado
Índice de Desempenho de Prazo (IDP)
Previsão de conclusão
Ritmo de execução
Curva S — planejado, executado e projeção
Indicadores complementares
Diagnóstico gerencial automático
Leitura determinística do desempenho, da tendência, da linha de base e dos principais gargalos.
Importe XLSX/CSV com atividades ou marcos acumulados. O planejamento passará a alimentar automaticamente o Painel, a Evolução e os Pacotes.
Identificação e fonte do cronograma
Linha de base original × cronograma vigente
Congele o cronograma aprovado como linha de base antes de importar ou editar uma revisão. O cronograma vigente continua alimentando os cálculos; a linha de base preserva a referência histórica.
Comparação atividade por atividade
| Código | Atividade | Início base | Início vigente | Δ início | Término base | Término vigente | Δ término | Crítica | Situação |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Defina uma linha de base para comparar as versões. | |||||||||
Cronograma da obra
Preparando importação…
Curva S derivada do cronograma importado
Gantt detalhado de atividades — linha de base, vigente e executado
Como a integração funciona
1. Cronograma
2. Painel
3. Evolução
4. Pacotes
Série de medições
| Data da medição | Dias | Planejado | Executado | Desvio | IDP | Δ IDP | Atraso | Ritmo do período | Previsão de término | Situação |
|---|
Desempenho ao longo das medições
Histograma de avanço físico
Pacotes de trabalho
| Pacote de trabalho | Início | Término | Peso | Executado | Duração | Planejado | IDP | Atraso | Impacto no desvio | Situação |
|---|
Gantt de acompanhamento
Composição do desvio global
Nota de acompanhamento físico-temporal
Minuta automática, editável nos campos laterais e pronta para impressão ou exportação em HTML.
Pré-visualização
—1. Para que serve
A calculadora compara o avanço físico planejado com o avanço físico executado numa data de referência e traduz essa diferença em três respostas objetivas: o quanto a obra está atrasada, quando ela deve terminar mantido o ritmo atual, e qual providência a fiscalização deve adotar.
O uso típico é o fechamento de cada boletim de medição: com dois percentuais e três datas, a ferramenta produz o quadro de desempenho que acompanha o relatório de acompanhamento e fundamenta eventual notificação à contratada.
O que ela não faz
- Não substitui a análise do caminho crítico. Uma obra pode estar com bom percentual global e, ainda assim, atrasada em serviços que travam os demais.
- Não avalia custo. O eixo é físico; o financeiro entra apenas na leitura conjunta que o gestor faz do desembolso.
- Não julga a causa do atraso — apenas a sua magnitude.
2. Dados de entrada
Prazos contratuais
- Início da execução — data da ordem de serviço ou do marco inicial do cronograma aprovado.
- Término contratual — data final vigente. Se houve prorrogação formalizada, use a nova data; o desvio passa a ser medido contra o cronograma repactuado.
- Prazo total e dias decorridos são calculados a partir das datas e não são editáveis.
Medição de referência
- Data de referência — data-base da análise. Precisa estar entre o início e um limite razoável após o término.
- Avanço planejado — percentual acumulado previsto até a data de referência. Se o cronograma é mensal e a data cai no meio do mês, interpole entre os dois marcos.
- Avanço executado — percentual acumulado medido e atestado. Deve refletir serviços efetivamente concluídos, não material posto em obra.
Parâmetros de alerta
Os limites de IDP são ajustáveis porque a tolerância varia com o tipo de obra e com a fase. Os valores padrão — 0,95 e 0,85 — funcionam bem para obras de edificação em fase corrente. Em obras com forte sazonalidade climática, é comum afrouxar o limite amarelo nos meses de chuva.
3. Importação do cronograma e integração das abas
A versão 1.2 mantém o cronograma real da obra como fonte central do sistema e acrescenta linha de base, diagnóstico gerencial e nota de acompanhamento. Em vez de informar manualmente o percentual planejado em cada data, o usuário importa atividades ou marcos acumulados; o Painel, a Evolução e os Pacotes passam a utilizar a mesma distribuição temporal.
Formatos aceitos
- XLSX e XLSM — o arquivo é processado integralmente no navegador. O assistente permite escolher a planilha e a linha de cabeçalho.
- CSV ou TXT — aceita ponto e vírgula, vírgula ou tabulação, inclusive com campos entre aspas.
- Colagem direta — copie células de uma planilha e use “Colar dados”; o mesmo assistente de mapeamento será aberto.
O formato XLS legado não é lido diretamente. Salve-o como XLSX ou CSV antes da importação.
Dois modelos de dados
- Atividades — cada linha contém atividade, início, término e peso ou valor. O sistema calcula o avanço planejado de cada atividade ao longo de sua janela e soma as parcelas ponderadas.
- Marcos acumulados — cada linha contém data e percentual planejado acumulado. A Curva S é obtida por interpolação direta entre os marcos.
Mapeamento inteligente
Os cabeçalhos são reconhecidos por sinônimos como “atividade”, “serviço”, “start”, “finish”, “peso”, “valor”, “% concluído” e “predecessora”. Antes da importação, confira cada associação. Se houver valores, mas não pesos, estes são calculados proporcionalmente; se ambos faltarem, são atribuídos pesos iguais.
Integração automática
- As datas mínima e máxima passam a preencher o início e o término no Painel.
- O planejado da data-base é calculado diretamente pelo cronograma e fica protegido contra edição acidental.
- Na aba Evolução, cada medição é comparada contra a mesma curva importada.
- Na aba Pacotes, as atividades são consolidadas pelo campo grupo/etapa, com peso, avanço e impacto no desvio.
Exemplo completo
O botão “Carregar exemplo completo” incorpora uma obra fictícia com 33 atividades, valores, predecessoras, atividades críticas e dez medições. Em seguida, um tutorial de seis passos conduz o usuário pelas leituras principais sem alterar a lógica do sistema.
4. Fórmulas empregadas
Todos os cálculos são determinísticos e reproduzíveis a mão. Abaixo, P é o avanço planejado, E o executado, ambos em pontos percentuais.
Desvio acumulado
Desvio relativo = (E − P) / P × 100 [%]
O desvio em pontos percentuais responde “quanto de obra falta para alcançar o previsto”. O desvio relativo responde “que fração do previsto deixou de ser feita” — é ele que dimensiona a gravidade quando o percentual planejado ainda é pequeno. Cinco pontos de atraso sobre 10% previstos são muito mais graves do que sobre 80%.
Índice de Desempenho de Prazo
Adimensional. Igual a 1 significa aderência exata ao cronograma; 0,80 significa que se executou 80% do que se deveria ter executado até a data.
Ritmo e projeção
Prazo estimado = 100 / ritmo médio [dias]
Conclusão prevista = início + prazo estimado
Atraso projetado = prazo estimado − prazo total [dias]
A projeção assume que o ritmo médio observado até aqui se mantém até o fim. É uma hipótese conservadora e deliberadamente simples — ver a seção 11.
Ritmo necessário
Fator de aceleração = ritmo necessário / ritmo médio
O fator de aceleração é o número mais útil numa notificação: ele diz, de forma direta, quantas vezes a produção diária precisa aumentar para que o prazo ainda seja cumprido. Acima de 2,0, o cumprimento do prazo original raramente é factível sem alteração de método ou de efetivo.
5. Como ler o IDP
O IDP é uma razão, não uma diferença. Isso importa: ele mede desempenho proporcional e se torna instável quando o percentual planejado é muito baixo. Nos primeiros dias de obra, um planejado de 0,5% contra um executado de 0,1% produz IDP de 0,20 — um número alarmante que reflete apenas ruído de mobilização.
- IDP ≥ 1,00 — obra adiantada ou em dia. Vale conferir se o adiantamento não decorre de medição de serviços fora de sequência.
- 0,95 ≤ IDP < 1,00 — desvio dentro da flutuação normal de produção.
- 0,85 ≤ IDP < 0,95 — atraso consistente. Cabe registro em relatório e cobrança de plano de recuperação.
- IDP < 0,85 — atraso relevante. Em geral já não se recupera sem reforço de equipe, alteração de método ou revisão de cronograma.
Uma leitura isolada diz pouco. O que informa é a série: um IDP de 0,88 estável há quatro medições descreve uma obra lenta, porém previsível; um IDP que caiu de 0,99 para 0,88 em duas medições descreve uma obra que parou.
6. Construção da Curva S
No modo paramétrico, a ferramenta recebe um ponto do cronograma planejado e gera uma curva S teórica calibrada para passar por ele. Quando há cronograma importado, a linha planejada é calculada diretamente pelas atividades ponderadas ou interpolada entre os marcos acumulados; a família abaixo é usada apenas no modo paramétrico e, opcionalmente, na distribuição interna das atividades:
Em que x é a fração do prazo decorrido (0 a 1), y a fração de obra concluída, a o perfil escolhido no formulário (1 = linear; valores maiores = curva mais acentuada) e c o fator de calibração, obtido em forma fechada:
A curva resultante é monótona crescente, parte de 0 e chega a 100% exatamente no término contratual — propriedades desejáveis para qualquer cronograma físico. A curva de executado é construída pela mesma família, calibrada pelo ponto medido, e a partir da data de referência dá lugar à reta tracejada de projeção.
Com cronograma completo importado, a curva desenhada e os indicadores passam a depender da distribuição integral do planejamento. Sem importação, permanece disponível a aproximação paramétrica baseada no ponto informado.
7. Prazo ganho e atraso em dias
Dizer que a obra está “13 pontos percentuais atrasada” é pouco intuitivo para quem decide. A técnica do prazo ganho converte esse desvio em dias, respondendo: em que data o cronograma previa o percentual que hoje está executado?
Atraso equivalente = dias decorridos − PG [dias]
IDP(t) = PG / dias decorridos
Prazo estimado (PG) = prazo total / IDP(t)
A inversa da curva calibrada também tem forma fechada, o que torna o cálculo exato:
O atraso equivalente costuma ser o número mais comunicável do relatório: “a obra está hoje no ponto em que o cronograma a colocava há 74 dias”. Note que ele depende do perfil de curva escolhido — em trechos de baixa inclinação da curva S, poucos pontos percentuais equivalem a muitos dias.
8. Alertas e providências
O semáforo classifica pelo IDP, comparado aos dois limites configuráveis.
Verde IDP ≥ limite amarelo
Obra aderente ao cronograma. Providência: manter o acompanhamento de rotina e registrar o desempenho no relatório de medição.
Amarelo entre os dois limites
Atraso moderado, ainda recuperável. Providência: notificar a contratada, exigir plano de aceleração com prazos e efetivo definidos, e reavaliar na medição seguinte.
Vermelho IDP < limite vermelho
Atraso relevante. Providência: notificação formal, exigência de cronograma revisado com justificativa técnica das causas e definição de marcos de recuperação verificáveis. A decisão sobre consequências contratuais é do gestor e depende da apuração de responsabilidade — a ferramenta apenas dimensiona o desvio.
Escalonamentos automáticos
Independentemente do IDP, a ferramenta emite alerta quando: o prazo contratual já se esgotou e a obra não atingiu 100%; o executado permanece em zero após o início; ou o fator de aceleração necessário ultrapassa 2,0.
9. Série de medições e histogramas
Uma leitura isolada diz pouco: o que informa é a série. A aba Evolução guarda todas as medições do contrato e mostra como o desempenho se comportou entre elas.
Como alimentar a série
- Manualmente — o botão de adicionar cria uma linha 30 dias após a última; edite data e percentuais direto na tabela.
- Importando um CSV — três colunas: data, planejado, executado. O cabeçalho é opcional e a ordem das colunas é reconhecida pelos nomes. Aceita ponto e vírgula, vírgula ou tabulação; datas em dd/mm/aaaa ou aaaa-mm-dd; decimais com vírgula ou ponto. Linhas ilegíveis são reportadas e ignoradas, não interrompem a importação.
- Colando — o mesmo formato, direto de uma planilha.
As datas de início e término e o perfil de curva vêm da aba Calculadora e valem para toda a série. O botão de enviar a última medição preenche a calculadora com ela, para a análise detalhada.
Gráfico de desempenho
Combina duas leituras num eixo de tempo comum: a linha é o IDP de cada medição, lida na escala da esquerda, com os pontos coloridos pela situação; as barras são o atraso equivalente em dias, na escala da direita. As faixas de fundo marcam as zonas verde, amarela e vermelha definidas pelos limites configurados.
A reta tracejada é uma regressão linear simples do IDP sobre os dias decorridos. A partir dela vem o campo tendência do resumo — variação de IDP por mês — e a estimativa de quando o índice alcança o limite crítico, caso esteja caindo. É uma extrapolação: serve para dimensionar a urgência, não para fixar prazo.
Os três modos do histograma
- Acumulado — planejado e executado acumulados em cada medição. Mostra a abertura da defasagem ao longo do contrato.
- Por período — o avanço produzido entre duas medições consecutivas. Revela em qual intervalo a obra perdeu terreno, o que o acumulado esconde.
- Ritmo diário — o mesmo avanço dividido pela duração do período. É o modo correto quando as medições não são equidistantes: um boletim de 3 dias e outro de 30 produzem barras incomparáveis no modo anterior, e comparáveis neste.
O número acima de cada par de barras é a diferença entre executado e planejado, na unidade do modo escolhido.
Uma ressalva sobre o atraso em dias
Cada medição é comparada com a curva planejada calibrada por ela própria — a que passa pelo percentual previsto naquela data. O IDP e o desvio não dependem dessa calibração, mas o atraso equivalente e o prazo ganho dependem. Se o perfil de curva escolhido não representa bem o cronograma real, a série de atrasos em dias herda o erro de forma sistemática. Compare-a entre medições, não a leia como um número absoluto.
10. Pacotes de trabalho e Gantt
O percentual global esconde a informação que decide a conversa com a contratada: onde a obra parou. Duas obras com IDP 0,80 podem estar em situações opostas — uma atrasada no acabamento, outra na estrutura que trava todo o resto. A aba Pacotes decompõe o avanço por frente de serviço.
O peso é o campo que faz tudo funcionar
Cada pacote recebe um peso: sua participação no escopo físico total, em percentual. É o mesmo número que a planilha orçamentária já fornece — o valor do pacote dividido pelo valor total, sem BDI ou com ele, desde que o critério seja uniforme. A soma deve fechar 100%. Se não fechar, a ferramenta normaliza e avisa; o resultado continua utilizável, mas o consolidado passa a ser proporcional, não absoluto.
Sem peso não há consolidação possível: um pacote de 2% concluído e outro de 40% parado não podem ser somados como iguais.
Como o planejado de cada pacote é calculado
Dentro da sua própria janela de datas, cada pacote segue uma curva S simétrica com o perfil escolhido na calculadora. Na data de referência, a fração de tempo decorrido do pacote é convertida em percentual previsto. Pacotes ainda não iniciados ficam em 0%; pacotes cuja janela já encerrou ficam em 100%.
planejado do pacote = curvaS(fração de tempo)
IDP do pacote = executado / planejado
Com perfil linear, o planejado é simplesmente a fração de tempo decorrido — útil quando a frente de serviço tem produção constante, como terraplenagem ou pavimentação.
Impacto no desvio: o número que ordena a prioridade
É a contribuição do pacote para o desvio global, e a soma dos impactos reproduz exatamente o desvio consolidado. Ele separa duas coisas que o IDP mistura: gravidade relativa e materialidade. Um pacote de peso 2% com IDP 0,10 aparece em vermelho, mas puxa o desvio em apenas 0,3 ponto; um pacote de peso 20% com IDP 0,25 puxa quase 5 pontos. A notificação deve tratar o segundo primeiro.
O gráfico de composição ordena os pacotes por esse critério. É o que responde à pergunta “se eu resolver um problema só, qual resolvo?”.
Lendo os Gantts de acompanhamento
- A barra clara é a janela contratada do pacote, do início ao término previsto.
- A barra colorida preenche a fração executada, com a cor do alerta do pacote.
- O traço vertical escuro marca onde o pacote deveria estar hoje. Quando a barra colorida não alcança o traço, a distância entre eles é a defasagem daquela frente.
- A linha cinza é a data de referência; a azul tracejada, o término contratual.
O rótulo vencido aparece quando a janela do pacote já encerrou e ele não chegou a 100%. Esse é o sinal mais acionável do painel: não é projeção, é um prazo intermediário descumprido.
Na aba Cronograma, o Gantt detalhado v1.2 acrescenta cada atividade, a janela da linha de base em traço, a janela vigente, o avanço executado, filtros de criticidade e atraso, agrupamento por etapa e zoom em diferentes períodos.
Reconciliação com a calculadora
O consolidado dos pacotes raramente coincide exatamente com o percentual global informado na aba Calculadora — as curvas por pacote são uma aproximação do cronograma. Diferenças de até dois pontos são normais; acima disso a ferramenta avisa, e vale investigar se algum peso está errado ou se alguma frente ficou de fora. O botão de consolidar transporta os percentuais dos pacotes para a calculadora, se você preferir usá-los como base.
O que isto ainda não é
Não há dependências entre pacotes nem cálculo de caminho crítico. A ferramenta não sabe que a alvenaria depende da estrutura; ela mostra que ambas estão atrasadas e quanto cada uma pesa. A leitura de precedência continua sendo sua.
11. Laboratório interativo
Experimente combinações sem alterar os dados da calculadora. O laboratório usa exatamente o mesmo motor de cálculo da ferramenta principal.
Simulação rápida
12. Dúvidas frequentes
O executado pode passar de 100%?
Não no eixo físico. Se a medição acumulada supera 100%, há erro de apropriação ou serviços não previstos sendo medidos no mesmo item. A ferramenta limita o valor e emite aviso.
A data de referência pode ser posterior ao término contratual?
Pode, e é um caso comum: obra que estourou o prazo. O IDP passa a comparar o executado com 100% e o alerta escalona automaticamente.
Por que o atraso em dias não bate com o desvio percentual?
Porque a relação entre percentual e tempo não é linear na curva S. No terço central da obra, um ponto percentual vale poucos dias; nas pontas, vale muitos. Ver seção 7.
E se houve paralisação formalizada?
Desconte os dias de paralisação do prazo total e da data de término antes de lançar os dados, ou o desempenho aparecerá pior do que é. A ferramenta não tem como distinguir dias suspensos de dias trabalhados.
Preciso preencher a série toda vez?
Não. A série fica guardada junto com os demais dados do formulário, no próprio navegador. Para levá-la a outro computador, exporte o CSV.
Os dados ficam salvos?
Os valores do formulário e o tema escolhido são guardados no próprio navegador, quando ele permite. Nada é enviado para fora do computador — o arquivo funciona integralmente offline.
13. Linha de base e controle de versões
A linha de base é uma fotografia congelada do cronograma aprovado. Ela não substitui o cronograma vigente nem altera o planejado usado no IDP; serve para preservar a referência original e evidenciar os efeitos das reprogramações.
Fluxo recomendado
- Importe o cronograma contratual aprovado e confira datas, pesos e atividades.
- Use “Capturar cronograma atual como linha de base”.
- Importe ou edite a revisão vigente, identificando a versão, a data e a justificativa.
- Consulte a diferença de avanço planejado na data-base, a postergação do término e as atividades deslocadas.
A comparação utiliza prioritariamente o código da atividade e, quando ele falta, sua descrição. Alterações de código podem ser interpretadas como atividade removida e nova atividade incluída. A exportação CSV registra as datas de ambas as versões e seus deslocamentos.
14. Diagnóstico gerencial automático
O diagnóstico reúne, em texto, os indicadores já calculados pelo sistema. Ele considera o IDP, o desvio em pontos percentuais, o atraso equivalente, o fator de aceleração, a tendência das últimas medições, a comparação com a linha de base e a contribuição das atividades para o desvio.
A lógica é determinística: não há envio de dados nem uso de serviço externo. Os principais gargalos são ordenados pelo impacto ponderado, isto é, peso da atividade multiplicado pela diferença entre executado e planejado.
As providências são sugestões gerenciais. O sistema não apura causas, não atribui responsabilidade e não decide sobre sanções, prorrogações ou alterações contratuais.
15. Nota de acompanhamento
A aba Relatório transforma o diagnóstico em uma minuta estruturada com identificação da obra, metodologia, quadro de desempenho, linha de base, atividades críticas, tendência, providências e conclusão.
- Atualizar nota recalcula todo o conteúdo com os dados correntes.
- Copiar texto envia o conteúdo para a área de transferência.
- Exportar HTML cria um documento autônomo que pode ser aberto em navegador ou editor de textos.
- Imprimir / salvar PDF usa a caixa de impressão do navegador.
Antes do uso formal, complemente a minuta com as causas efetivamente apuradas, manifestações das partes, instrumentos de reprogramação e fundamentação contratual aplicável.
16. Limitações do método
- Projeção linear. O prazo estimado supõe ritmo médio constante. Obras reais desaceleram no acabamento e aceleram na estrutura; a projeção tende a ser otimista quando a obra está no meio e pessimista logo após a mobilização.
- Percentual global. Dois canteiros com o mesmo IDP podem ter situações opostas se um deles atrasou apenas serviços não críticos. A aba Pacotes mitiga isso, mas não substitui a análise de precedências.
- Sem caminho crítico. Os pacotes não têm dependências declaradas. Um atraso pequeno numa frente que trava três outras aparece com impacto pequeno.
- Modo paramétrico. Sem cronograma importado, a curva planejada é reconstruída a partir de um único ponto e o atraso em dias herda essa aproximação. Com cronograma conectado, a limitação é substituída pela qualidade das datas, pesos e marcos importados.
- Instabilidade no início. Abaixo de cerca de 5% planejado, o IDP oscila muito. A ferramenta avisa quando a leitura está nessa faixa.
- Qualidade do dado de entrada. Medição inflada produz indicador verde numa obra atrasada. O controle do percentual medido é anterior — e mais importante — do que qualquer cálculo aqui.