Energia crítica dimensionada com rastreabilidade técnica
Dashboard
Pronto para calcular
Dimensionamento, transitórios e autonomia
Cadastre cargas por fase, modele partidas, estime curto-circuito, avalie tensão e frequência, simule faltas prolongadas com load shedding e produza um memorial técnico rastreável. Motor primário e alternador são verificados separadamente.
Potência ativa demandada
0,00 kW
Cargas + motores em regime
Potência aparente
0,00 kVA
Soma vetorial de P e Q
Gerador recomendado
0 kVA
Aguardando dados
Autonomia estimada
—
Informe tanque e consumo
Diagnóstico técnico
Alertas calculados a partir dos dados cadastrados.
Sequência de partida e demanda
Projeto e critérios
Defina as condições de serviço, o regime de potência e os critérios adotados pelo projetista.
Identificação
Características elétricas e operacionais
V
Confirme a definição e os limites na documentação do fabricante e na referência adotada.
Condições ambientais e derating independente
m
°C
Motor primário
Alternador
Validar curvas de cada fabricante
Normas, documentação e critérios
O software não presume edição normativa nem aplicabilidade universal. Registre no relatório a edição efetivamente adotada e valide requisitos do Corpo de Bombeiros, armazenamento de combustível, distribuidora e fabricante.
Cadastro de cargas
Informe cargas, fases, harmônicos e prioridades. Para motores, prefira o módulo próprio, que calcula potência absorvida e partida.
Os fatores de demanda e simultaneidade são aplicados multiplicativamente. Uma carga com 80% de demanda e 75% de simultaneidade contribui com 60% de sua potência instalada.
Usar
Descrição
Tipo
Qtd.
Potência
Un.
η
FP
Dem.
Sim.
Prioridade
V
Fases
Fase
Não linear
THDi
H3/triplens
P dem.
S dem.
Motores e sequência de partida
Modele potência mecânica, rendimento, corrente de partida e instante de entrada de cada grupo de motores.
Evite cadastrar o mesmo motor também na tabela geral de cargas. A partida é uma verificação transitória; o dimensionamento por kVA de rotor bloqueado só deve governar quando o modo conservador for selecionado.
Usar
Descrição
Qtd.
Pot.
Un.
η
FP
Dem.
Sim.
Método
Ipart/In
FP partida
t início
Duração
V
Fases
Fase
Prior.
In
Ipart
Curva temporal simplificada
O gráfico representa os instantes de entrada e a potência aparente estimada durante cada partida. A resposta real depende das curvas dinâmicas do conjunto motor-alternador.
Dimensionamento do grupo gerador
Compare potência ativa, potência aparente, condições ambientais e verificações transitórias.
Requisito em regime
0 kVA
Com margem e derating
Requisito pelo motor primário
0 kW
Potência ativa corrigida
Maior evento de partida
0 kVA
Valor transitório calculado
Potência nominal sugerida
0 kVA
Sem dados
Critérios de dimensionamento
%
O modo conservador pode superdimensionar o conjunto.
kVA
Use zero para seleção automática.
kW
Use zero para kVA × FP nominal.
%
%
%
Usado na verificação transitória preliminar.
%
%
%
Reserva adicional do motor primário para degraus de carga.
S_regime = S_total × (1 + margem) ÷ K_alternador P_motor = P_total × (1 + margem + reserva transitória) ÷ K_motor Partidas, ΔV, Δf e curto-circuito são verificados no módulo Transitórios e curto.
Verificações
Memória resumida
Composição do critério governante
Transitórios e curto-circuito
Verificação preliminar do alternador, resposta a degraus de carga e contribuição do grupo gerador para faltas. Os resultados devem ser confirmados nas curvas do fabricante.
Corrente subtransitória
—
I″k simétrica inicial
Pico assimétrico
—
Estimativa pelo X/R informado
Pior queda de tensão
—
Sem partida
Pior queda de frequência
—
Sem partida
Parâmetros do alternador e da falta
%
%
%
s
s
s
A√s/mm²
Definir conforme material, isolação e temperaturas.
kA²s
Opcional, obtido do fabricante.
I″k ≈ c × In ÷ X″d(pu) • I′k ≈ c × In ÷ X′d(pu) • Ik ≈ c × In ÷ Xd(pu)
AVR, governador e resposta ao degrau
Menor que 1 reduz a estimativa bruta de ΔV.
s
%
Ajusta o mergulho transitório frente ao droop estático.
s
s
O modelo de ΔV usa a componente P–Q do degrau e a impedância em pu. O modelo de Δf usa droop e multiplicador dinâmico. Ambos são triagens de engenharia, não simulações eletromecânicas completas.
Correntes e verificação térmica
Resposta do pior evento
Tensão (% nominal)Frequência (% nominal)
Eventos de partida analisados
t
Motores
P do degrau
Q do degrau
S total
ΔV estimada
Δf estimada
f mínima
Resultado
Combustível e autonomia
Use curvas oficiais do equipamento sempre que disponíveis. A estimativa por consumo específico é apenas preliminar.
Modelo de consumo
L/h
L/h
L/h
L/h
L/h
L/kWh
No modo curva, o sistema interpola somente dentro da faixa coberta por pontos positivos documentados. Não há extrapolação automática abaixo ou acima da curva. No modo específico: Consumo = consumo em vazio + potência ativa × fator específico.
Nenhuma curva de equipamento aplicada.
Tanque e reserva
L
h
%
%
R$/L
h/ano
Carregamento ativo atual
0%
Em relação à potência disponível
Consumo atual
—
Conforme modelo selecionado
Volume útil
0 L
Exclui reserva e volume morto
Tanque nominal requerido
—
Para a autonomia desejada
Perfil variável de carga
Trecho
Duração
Carga
Consumo
Volume
Consumo acumulado
Simulador temporal de falta de energia
Simule a perda da rede, partida, transferência, atendimento por prioridade, consumo de combustível, retorno e resfriamento.
Tempo até alimentação
—
Partida + estabilização + QTA
Combustível ao retorno
—
Informe tanque e curva
Autonomia até reserva
—
Para o perfil simulado
Resultado do cenário
—
Aguardando dados
Parâmetros operacionais
h
%
s
s
s
s
s
Ex.: P3 significa atender P1, P2 e P3.
%
Plano de atendimento às cargas
Potência conectada—
Potência aparente—
Carga base ativa—
Cargas mantidas
Cargas retiradas
Combustível restante × tempo
Volume no tanqueReserva operacional
Linha do tempo operacional
Trechos simulados
Início
Fim
Trecho
Carga
Consumo
Volume consumido
Combustível restante
Situação
Integração elétrica
Pré-dimensionamento de corrente, QTA, disjuntor, alimentador e esquema conceitual de aterramento.
QTA e proteção
kA
Alimentador do gerador
mm²
A
Informe o valor corrigido pelo método de instalação.
m
Ω/km
mm²
A
%
Diagrama unifilar interativo
Clique em um componente para consultar seus dados e verificações.
Balanço de fases e neutro
Observações de engenharia
Seleção real de equipamentos
Compare conjuntos comerciais por regime, potência ativa e aparente, tensão, frequência, consumo, tanque, ruído e completude documental.
🔎
Snapshot técnico incorporado em 06/08/2026. Os dados oficiais permanecem acompanhados de fonte e data. A aplicação não consulta preços nem substitui a confirmação da configuração, disponibilidade, tensão, derating e desempenho transitório junto ao fabricante.
Modelos oficiais
0
Snapshot incorporado
Com curva completa
0
Consumo PRP 50/75/100%
Compatíveis
0
Após todos os filtros
Modelo aplicado
—
Nenhum modelo
1. Restrições e critérios de busca
%
h
dB(A)
Zero desativa o filtro.
Por padrão, os modelos rejeitados continuam visíveis com a respectiva justificativa. Marque “Mostrar somente compatíveis” para ocultá-los.
2. Resultado da pré-seleção
“Compatível” significa atendimento aos critérios automáticos disponíveis; partidas, derating específico e demais requisitos ainda exigem validação da proposta comercial.
Status
Equipamento
Regime / potência
Carregamento
Consumo / autonomia
Tensão / Hz
Ruído
Qualidade dos dados
Ações
3. Ficha do modelo selecionado
Selecione “Detalhes” em um dos equipamentos.
4. Comparação técnica
Até três modelos.
Use “Comparar” para adicionar alternativas.
5. Catálogo complementar do usuário
Cadastre propostas, modelos locais ou fichas não incluídas no snapshot. Esses itens são sempre identificados como dados do usuário.
🔵 Registre fabricante, modelo, regime, frequência, tensão, curva de consumo, tanque e endereço da fonte. Campos em branco permanecerão desconhecidos.
Fabricante
Modelo
Regime
Hz
V
kVA
kW
25%
50%
75%
100%
Tanque
Data
Fonte/observação
URL
Cenários de seleção
Compare a alternativa mínima, uma reserva adicional e uma configuração de alta confiabilidade.
Comparativo consolidado
Cenário
Configuração
Potência instalada
Carga por unidade
Corrente unitária
Consumo estimado
Redundância
Observação
Memória de cálculo e relatório
O conteúdo é gerado diretamente no DOM antes da impressão, evitando relatórios em branco.
Manual interativo do GeradorPro
Uso do sistema, fundamentos físicos, memória de cálculo e boas práticas de engenharia.
⌕
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Tente uma palavra mais geral, como “potência”, “motor”, “autonomia” ou “proteção”.
Capítulo 1
Comece aqui
Entenda o propósito do GeradorPro, veja os resultados atuais do projeto e percorra um fluxo seguro de utilização.
01
O GeradorPro é um ambiente de pré-dimensionamento e verificação
Ele organiza cargas, motores, potência ativa e aparente, partidas, resposta transitória preliminar, curto-circuito, autonomia, load shedding, alimentadores, seleção comercial e memorial. O resultado é uma base rastreável para o projeto — não uma dispensa da análise do fabricante nem da responsabilidade técnica.
Projeto atual—Identificação cadastrada
Demanda ativa—ΣP das cargas ativas
Demanda aparente—Composição vetorial P–Q
Seleção atual—Critério governante
O que entra
Características do projeto, cargas, motores, fatores de demanda e simultaneidade, ambiente, parâmetros do alternador, curva de combustível, tanque, cabos e critérios de aceitação.
O que o motor calcula
Potências P, Q e S; correntes; sequência de partidas; requisitos independentes do motor e do alternador; correntes de falta; autonomia; balanço de fases; queda de tensão e cenários.
O que ainda deve ser confirmado
Curvas oficiais, ratings no regime correto, derating específico, aceitação de degraus, harmônicos, ventilação, exaustão, acústica, incêndio, coordenação e requisitos locais.
Fluxo rápido em sete decisões
1
Defina o serviço
Tensão, frequência, regime, ambiente, operação isolada ou em paralelo e finalidade do grupo gerador.
2
Modele a demanda real
Cadastre cargas e motores sem duplicidade; aplique demanda, simultaneidade, rendimento, fator de potência e prioridade.
3
Separe kW de kVA
O motor primário precisa fornecer potência mecânica/ativa; o alternador precisa suportar potência aparente e corrente.
4
Verifique partidas e transitórios
Avalie degraus, queda de tensão, queda de frequência e a sequência temporal de entrada dos motores.
5
Confirme proteção e integração
Curto-circuito, QTA, disjuntor, cabos, neutro, aterramento, desequilíbrio e chaveamento.
6
Simule combustível e contingência
Use curva documentada, tanque real, reserva, perfil de carga e política de load shedding.
7
Selecione, compare e documente
Escolha um equipamento comercial, registre pendências e gere o memorial para revisão técnica.
Capítulo 2
Como um grupo gerador funciona
Da energia química do combustível à energia elétrica entregue às cargas, cada subsistema cumpre uma função física distinta.
02
Cadeia de conversão de energia — clique em cada etapa
→→→→→
Combustível e energia química
O diesel armazena energia química. A combustão libera calor; parte dele é convertida em trabalho mecânico e outra parte é dissipada no escape, no sistema de arrefecimento, no atrito e em perdas auxiliares. Por isso, litros por hora não dependem apenas dos kVA nominais: dependem principalmente da potência ativa produzida e da eficiência do conjunto no ponto de carga.
Motor primário: torque e rotação
O motor de combustão fornece torque ao eixo. A potência mecânica é o produto do torque pela velocidade angular: P = T × ω. Quando uma carga ativa entra, o torque eletromagnético resistente aumenta. A rotação tende a cair até o governador elevar o combustível e restabelecer o equilíbrio.
Consequência: o motor primário é verificado em kW, porque precisa suprir potência ativa e perdas.
Alternador síncrono: campo e tensão
O rotor excitado cria um campo magnético girante. Ao cruzar os enrolamentos do estator, o fluxo variável induz tensão elétrica. Em uma máquina síncrona, a frequência se relaciona com a rotação e o número de polos: n = 120 f / p.
Consequência: o alternador é verificado em kVA e corrente, pois conduz componentes ativa e reativa.
AVR: controle da tensão
O regulador automático de tensão mede a tensão terminal e ajusta a excitação do rotor. Uma entrada abrupta de corrente, sobretudo reativa, causa mergulho de tensão; o AVR reage elevando a excitação, dentro dos limites do sistema e da máquina.
Governador: controle da frequência
O governador mede a velocidade e comanda o combustível. Um degrau de potência ativa desacelera o conjunto antes da correção. A inércia rotacional reduz a rapidez da queda; o ajuste de droop define a relação estática entre carga e frequência.
Por que tensão e frequência respondem a fenômenos diferentes?
Em primeira aproximação, a tensão é mais sensível à corrente reativa, à reatância do alternador e à excitação; a frequência é mais sensível ao desequilíbrio entre potência mecânica e potência ativa elétrica. Na prática há acoplamentos, saturação e dinâmica de controles. O GeradorPro separa essas duas triagens para tornar o diagnóstico compreensível.
O que significa inércia do conjunto?
Rotor do motor, volante e rotor do alternador armazenam energia cinética. Durante os primeiros instantes de um degrau, essa energia sustenta temporariamente a carga. Conjuntos com maior inércia tendem a apresentar menor taxa inicial de queda de frequência, embora a resposta final também dependa do governador e da reserva de torque.
Capítulo 3
Potências, fator de potência e sistema trifásico
As três grandezas P, Q e S descrevem aspectos diferentes do mesmo fluxo elétrico e não devem ser somadas de forma aritmética.
03
Potência aparente de uma carga
S = P ÷ FP
P em kW, S em kVA e FP entre 0 e 1.
Potência reativa
Q = √(S² − P²)
Q em kvar; representa troca oscilante de energia com campos magnéticos e elétricos.
Soma vetorial do conjunto
ST = √[(ΣP)² + (ΣQ)²]
O programa soma P e Q e somente depois recompõe S.
Corrente trifásica equilibrada
I = S·1000 ÷ (√3·V)
V é a tensão entre fases. Em monofásico: I = S·1000 ÷ V.
P — potência ativa
É a parcela convertida em trabalho, calor, movimento, luz e processamento. Ela determina o esforço energético do motor primário e o consumo de combustível.
Q — potência reativa
É necessária para estabelecer campos em motores, transformadores e outros equipamentos. Não representa energia líquida consumida por ciclo, mas aumenta corrente, perdas e ocupação do alternador.
S — potência aparente
É a combinação vetorial de P e Q. Dimensiona corrente, enrolamentos do alternador, cabos e dispositivos. Dois projetos com os mesmos kW podem exigir kVA diferentes.
Calculadora didática P–Q–S
Este exercício não altera o projeto. Ele demonstra como fator de potência e tensão mudam a corrente exigida.
kW
V
Potência aparente125,00 kVA
Potência reativa75,00 kvar
Corrente189,93 A
Ângulo φ36,87°
Demanda e simultaneidade
O sistema aplica os dois fatores multiplicativamente. Uma carga de 100 kW, demanda de 80% e simultaneidade de 75% contribui com 100 × 0,80 × 0,75 = 60 kW. Use critérios documentados; fatores arbitrários podem ocultar sobrecarga.
Rendimento
Para motores cadastrados em kW, cv ou hp mecânicos, o programa converte a potência de eixo e divide pelo rendimento para obter a potência elétrica absorvida. Um motor de 75 kW com η = 90% absorve aproximadamente 83,3 kW em plena condição informada.
Erro comum: somar diretamente os kVA individuais. Como os fatores de potência podem diferir, o correto é somar P e Q e então calcular o S total — exatamente o procedimento utilizado pelo GeradorPro.
Capítulo 4
Dimensionamento, margens e derating
O GeradorPro verifica separadamente a capacidade eletromagnética do alternador e a capacidade mecânica do motor primário.
04
Requisito do alternador
Sregime = Stotal·(1+m) ÷ Kalt
Corrige a potência aparente por margem e fatores ambientais do alternador.
Requisito do motor primário
Pmotor = Ptotal·(1+m+r) ÷ Kmot
m é a margem geral; r é a reserva ativa transitória.
Equivalente em kVA pelo motor
Seq,mot = Pmotor ÷ FPnom
Permite comparar o limite ativo do motor com faixas nominais de kVA.
Fator combinado
K = Kaltitude·Ktemperatura·Kinstalação
Motor e alternador possuem fatores independentes.
Por que dois deratings?
O motor perde capacidade de admissão, combustão e rejeição térmica conforme altitude, temperatura e ventilação. O alternador sofre efeitos térmicos e dielétricos próprios. As curvas e limites não são necessariamente iguais. O programa, portanto, mantém Kmotor e Kalternador separados.
Margem não é substituto de informação
A margem cobre incertezas razoáveis, crescimento e tolerâncias. Ela não deve compensar cadastro incompleto, curva de partida desconhecida, fator de potência omitido ou derating ignorado. Margens excessivas também podem causar baixa carga prolongada.
Regimes de potência
Regime
Uso conceitual
Cuidado de projeto
ESP
Emergência durante falha da fonte normal, com limites de horas e perfil definidos pelo fabricante.
Não presumir que admite sobrecarga nem operação ilimitada.
LTP
Potência limitada por determinado número de horas anuais.
Confirmar duração e condições de carga na ficha específica.
PRP
Operação principal com carga variável e condições de média admissível.
Verificar regras de média, sobrecarga e manutenção.
COP
Potência contínua para carga essencialmente constante e operação prolongada.
É um rating específico; não deve ser inferido de ESP ou PRP.
Carregamento mínimo
Baixa carga pode reduzir eficiência e, em motores diesel, favorecer operação térmica inadequada. O limite desejável é critério do projeto, não uma regra universal.
Carregamento máximo
Reserva operacional protege contra variações e transitórios. O GeradorPro alerta quando a potência ativa ou aparente se aproxima do limite cadastrado.
Critério governante
O maior entre requisito aparente, equivalente ativo e — se escolhido — critério conservador de partida define a recomendação automática.
Uso recomendado: aplique a potência automática para iniciar a análise; depois abra “Seleção real” e escolha um rating comercial compatível em kVA e kW no regime correto.
Capítulo 5
Motores, partidas e resposta transitória
A partida de motores pode impor ao grupo gerador uma solicitação muito superior à potência de regime durante alguns segundos.
05
O que acontece na partida
Com o rotor parado, a frequência relativa do campo no rotor é máxima e a impedância efetiva pode resultar em corrente elevada. A corrente de partida cria um grande kVA, frequentemente com baixo fator de potência. Conforme o motor acelera, a corrente cai até o regime.
O sistema usa o multiplicador Ipart/In e o FP de partida informados. Dados de placa, curva ou fabricante são preferíveis a valores genéricos.
Sequência temporal
Cada motor recebe instante de início e duração de partida. O motor constrói eventos nos inícios e términos, soma cargas já em regime e motores ainda partindo e identifica o pior ponto da sequência.
Partidas escalonadas podem reduzir o pico simultâneo; mas a lógica de comando e as condições reais de processo precisam permitir esse escalonamento.
Métodos de partida e efeito esperado
Método
Comportamento simplificado
Observação
Direta
Maior corrente e maior torque de partida.
O valor padrão do sistema é apenas inicial; substitua pelo dado real.
Estrela-triângulo
Reduz tensão por fase na etapa estrela, reduzindo corrente e torque.
A transição pode gerar novo transitório.
Autotransformador
Aplica tensão reduzida durante a partida.
Depende do tap e do arranjo adotado.
Soft starter
Controla a tensão e limita corrente, com torque dependente do ajuste.
Confirmar perfil de corrente e duração para a carga mecânica.
Inversor de frequência
Controla frequência e tensão, podendo limitar fortemente a corrente.
Introduz eletrônica de potência e harmônicos; confirmar bypass e modo de emergência.
Triagem da queda de tensão usada no app
ΔV ≈ 100·KAVR·(Rpu·ΔP/Sb + X″d·ΔQ/Sb)
É uma aproximação P–Q/impedância; não substitui curva de aceitação de carga.
Triagem da queda de frequência
Δf% ≈ droop·Kdin·ΔP/Pb
Representa a sensibilidade preliminar ao degrau ativo; não é modelo completo de inércia e governador.
Degrau ativo
Compara a potência ativa de partida com a potência ativa disponível. Um degrau grande pode produzir forte desaceleração.
Mergulho de tensão
É influenciado por reatância, corrente reativa de partida, excitação, saturação, cabos e tensão prévia.
Recuperação
As constantes de recuperação desenham uma curva exponencial didática após o pior evento. Use tempos do fabricante para decisão final.
Não use o kVA de rotor bloqueado como potência nominal de forma automática. No modo “verificação separada”, ele serve para estudar a resposta transitória. O modo conservador pode superdimensionar o conjunto e deve ser conscientemente escolhido.
Capítulo 6
Curto-circuito, harmônicos e neutro
Grupos geradores apresentam corrente de falta limitada e variável no tempo, ao mesmo tempo em que cargas não lineares podem elevar a solicitação do neutro.
06
Período subtransitório
Logo após a falta, a corrente é limitada principalmente por X″d. É o maior valor simétrico estimado pelo sistema e influencia capacidade de interrupção e esforços iniciais.
Período transitório
Com o decaimento dos fluxos amortecedores, a reatância efetiva se aproxima de X′d e a corrente diminui segundo a constante de tempo informada.
Regime permanente
O valor associado a Xd tende a ser menor. Sistemas de excitação e controles podem modificar a contribuição sustentada; confirme a ficha do alternador.
Corrente subtransitória
I″k ≈ c·In ÷ X″d,pu
c é o fator de tensão pré-falta.
Pico assimétrico
ip ≈ √2·κ·I″k
κ depende da relação X/R; quanto maior X/R, mais lenta a componente contínua.
Solicitação térmica
I²t = ∫ i²(t) dt
O programa integra componentes alternada e contínua até o tempo de eliminação.
Seção adiabática indicativa
S ≥ √(I²t) ÷ k
k depende de condutor, isolação e temperaturas inicial/final admissíveis.
Proteção em geradores: uma corrente de falta relativamente baixa pode não acionar instantaneamente dispositivos dimensionados para redes mais “fortes”. Coordenação, curvas tempo-corrente, proteção do alternador e requisitos de seletividade devem ser estudados.
Harmônicos e THDi
UPS, inversores, fontes chaveadas e retificadores absorvem correntes não senoidais. A THDi informa a distorção total de corrente, mas a seleção do alternador depende também do espectro, da impedância subtransitória, do tipo de carga e dos limites do fabricante.
Harmônicos triplens no neutro
Componentes de ordem 3, 9, 15... são de sequência zero e chegam em fase ao neutro, somando-se em vez de se cancelarem. O GeradorPro soma a parcela informada de forma conservadora e combina-a por RMS com o neutro fundamental devido ao desequilíbrio.
Como o programa calcula o desequilíbrio?
Cargas trifásicas são divididas igualmente. Cargas monofásicas são atribuídas à fase A, B ou C. O programa converte P e Q em fasores de corrente, soma as três fases e obtém corrente de neutro fundamental, corrente média, desvio máximo e faixa entre maior e menor corrente.
O que o campo “H3/triplens” significa?
É a parcela percentual da corrente fundamental que se considera retornar no neutro como harmônicos de sequência zero. Use medição, especificação do equipamento ou estudo harmônico; não confunda esse campo com a THDi total.
Capítulo 7
Combustível, autonomia e falta de energia
Autonomia é um balanço temporal entre volume realmente utilizável e consumo dependente da potência ativa.
07
Curva de fabricante
Quando há pontos documentados em 25%, 50%, 75% e 100%, o sistema interpola linearmente entre os pontos válidos. Ele não extrapola automaticamente fora da faixa coberta, evitando inventar consumo abaixo ou acima dos dados disponíveis.
Consumo específico preliminar
No modo estimativo, usa-se C = C₀ + Pativa × ce, em L/h. É uma aproximação; a eficiência varia com carregamento, rotação, temperatura, combustível e configuração do equipamento.
Volume útil
Vútil = Vtanque·[1 − (reserva + não utilizável)]
Os percentuais são aplicados ao volume nominal.
Autonomia simples
t = Vútil ÷ C
Válida para uma condição constante de consumo.
Volume por trecho
Vi = C(cargai)·Δti
O perfil variável soma volumes trecho a trecho.
Tanque requerido
Vnom = C·tdesejado ÷ fração útil
Resultado preliminar sujeito a critérios de armazenamento e abastecimento.
Sequência simulada da falta
1
Falha da rede e atraso
O sistema registra a perda da fonte normal e espera o atraso configurado para comando de partida.
2
Partida e estabilização
São somados atraso, aquecimento/estabilização e tempo mecânico-elétrico de transferência do QTA.
3
Aplicação da política de prioridades
Somente cargas até a prioridade autorizada entram inicialmente; em sobrecarga, o shedding retira as menos prioritárias.
4
Consumo por perfil
O nível de tanque é atualizado em cada trecho até retorno da rede, reserva ou volume não utilizável.
5
Retorno, retransferência e resfriamento
Após confirmação da rede, ocorre retransferência e funcionamento em vazio pelo tempo de cooldown.
Política de load shedding
P5 é menos prioritária que P4, e assim sucessivamente até P1. O algoritmo retira primeiro cargas de maior número de prioridade e, em empate, a de maior potência aparente. Cargas P1 não são descartadas automaticamente.
Classificação do cenário
ADEQUADO: atende sem entrar em reserva. ALERTA: conclui, mas alcança reserva. FALHA: capacidade, perfil ou combustível insuficiente. INDEFINIDO: faltam dados válidos de consumo.
Tanque não é apenas volume. O projeto deve considerar contenção, respiro, retorno, alimentação, expansão, qualidade do combustível, acesso para abastecimento, autonomia normativa/operacional e proteção contra incêndio.
Capítulo 8
Integração elétrica, QTA, cabos e aterramento
O grupo gerador só é funcional quando sua fonte, transferência, proteção, condutores e esquema de aterramento são coerentes entre si.
08
QTA / ATS
O quadro de transferência comuta entre fonte normal e gerador, com intertravamento adequado. Deve ser verificado quanto a corrente, número de polos, categoria de utilização, capacidade de curto, sequência de transferência, neutro e lógica de comando.
Disjuntor e proteção
O sistema sugere uma faixa padronizada a partir da corrente nominal e do fator informado. Isso não define ajustes, seletividade, proteção do alternador, função de terra ou curvas de atuação.
Alimentador
A ampacidade informada deve já refletir método de instalação, temperatura, agrupamento e demais correções. O programa calcula utilização, resistência aproximada e queda de tensão P–Q.
Neutro e harmônicos
O neutro é verificado separadamente, considerando desequilíbrio fundamental e triplens. Redução automática de seção não é presumida.
Corrente nominal trifásica
In = Sn·1000 ÷ (√3·V)
Base para QTA, disjuntor e alimentador.
Queda trifásica simplificada
ΔV = √3·I·(R·cosφ + X·senφ)·L
R e X em Ω/km; L em km.
Esquema de aterramento e chaveamento do neutro
A decisão depende da relação entre neutro do gerador, neutro da rede, condutor de proteção, eletrodos, QTA e dispositivos diferenciais. O gerador pode tornar-se fonte separadamente derivada conforme o arranjo. O campo “avaliar” existe porque a resposta não pode ser universal.
Pergunta
Por que importa
O neutro é comutado?
Define continuidade entre neutros, caminhos de corrente de falta e referência do sistema.
Onde existe ligação neutro–terra?
Múltiplos vínculos indevidos podem criar correntes circulantes; ausência do vínculo necessário pode prejudicar proteção.
Qual o esquema TN, TT ou IT?
Altera a estratégia de seccionamento automático, supervisão de isolamento e proteção contra choque.
Há paralelismo?
Exige sincronismo de tensão, frequência, fase, sequência, compartilhamento de carga e proteções específicas.
Paralelismo com a rede: requer estudo de interface, anti-ilhamento, sincronismo, potência reversa, sobre/subtensão, sobre/subfrequência, requisitos da distribuidora e responsabilidade técnica específica.
Capítulo 9
Todas as funcionalidades do sistema
Use os atalhos abaixo para abrir diretamente o módulo correspondente. O manual será fechado e a tela escolhida será exibida.
09
▦
Dashboard
Resume P, S, potência recomendada, autonomia, alertas e sequência de partida. É a visão executiva para identificar pendências.
Use o catálogo como pré-seleção. Leia justificativas de rejeição, fontes, qualidade e dados ausentes; solicite confirmação comercial.
12
Emita e revise o memorial
Registre premissas, alertas e pendências; faça revisão por profissional habilitado e incorpore documentos do fabricante.
Erros que mais comprometem o resultado
Duplicar motores em “Cargas” e “Motores”.
Usar potência mecânica como se fosse potência elétrica.
Confundir demanda com simultaneidade.
Aplicar o mesmo derating a motor e alternador sem fonte.
Usar rating ESP para uma aplicação PRP.
Extrapolar curva de combustível.
Ignorar cargas não lineares e neutro.
Escolher disjuntor apenas pela corrente nominal.
Tratar a triagem de ΔV/Δf como curva oficial.
Gerar relatório sem revisar alertas.
Capítulo 11
Limites do modelo e validações obrigatórias
O software explicita aproximações para que elas sejam usadas como triagem, e não confundidas com ensaios ou simulações completas.
11
Regra central: reatâncias, constantes, curvas de consumo, ratings, fatores ambientais e limites de degrau precisam corresponder ao modelo e à configuração efetivamente ofertados.
O que é calculado de forma simplificada
Queda de tensão por modelo P–Q/impedância.
Queda de frequência por droop e multiplicador dinâmico.
Recuperações exponenciais de tensão e frequência.
Corrente de falta por reatâncias de eixo direto.
Queda de tensão de cabo com parâmetros agregados.
Consumo específico linear quando não há curva.
O que requer estudo externo ou documento oficial
Simulação eletromecânica detalhada e aceitação de carga.
Coordenação e seletividade completas.
Estudo harmônico e compatibilidade com UPS/VFD.
Paralelismo, sincronismo e proteção de interface.
Ventilação, exaustão, contrapressão e dissipação térmica.
Acústica, emissões, incêndio, tanque e licenciamento.
Referências técnicas a conferir no projeto
O sistema permite registrar as referências efetivamente adotadas. Conforme escopo e jurisdição, o projetista deve conferir as edições vigentes das normas de instalações de baixa e média tensão, segurança em eletricidade, grupos geradores, máquinas elétricas, proteção contra incêndio, combustíveis, acústica, emissões e requisitos da distribuidora e do Corpo de Bombeiros.
O manual não fixa uma edição normativa universal. A aplicabilidade depende de tensão, potência, instalação, ocupação, combustível, operação e exigências locais.
Validação mínima junto ao fabricante
Rating kVA/kW no regime, frequência, tensão e condição ambiental.
Derating por altitude, temperatura e instalação.
Curvas de aceitação de degrau e recuperação de tensão/frequência.
X″d, X′d, Xd, X/R, constantes e contribuição de curto.
Capacidade para cargas não lineares, sequência negativa e desequilíbrio.
Consumo, tanque, autonomia, ruído, dimensões, massa e contrapressão.
Escopo de QTA, carregador, baterias, aquecimento, comunicação e proteções.
Validação de instalação e comissionamento
Inspeção mecânica, elétrica, aterramento e torque.
Testes de partida, transferência, retorno e falhas de comando.
Teste com banco de carga ou carga real nos degraus críticos.
Medição de tensão, frequência, corrente, desequilíbrio, temperatura e ruído.
Verificação de vazamentos, ventilação, escape, combustível e contenção.
Registro de parâmetros, alarmes, tempos e resultados no relatório de comissionamento.
Capítulo 12
Glossário técnico
Definições rápidas dos termos usados nas telas e relatórios.
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kWPotência ativa. Relaciona-se ao trabalho útil e ao esforço do motor primário.
kvarPotência reativa. Sustenta campos elétricos e magnéticos e aumenta corrente.
kVAPotência aparente. Combinação vetorial de kW e kvar; referência do alternador.
FPFator de potência: P/S. Quanto menor, maior o kVA para os mesmos kW.
DeratingRedução da capacidade nominal por ambiente, instalação ou outras condições.
ESPEmergency Standby Power; rating de emergência conforme condições do fabricante.
PRPPrime Power; rating para operação principal com carga variável e limites próprios.
LTPLimited-Time Running Power; potência para período anual limitado.
COPContinuous Operating Power; potência contínua para carga essencialmente constante.
AVRAutomatic Voltage Regulator; controla excitação e tensão terminal.
GovernadorControla combustível/torque para regular rotação e frequência.
DroopInclinação estática entre carga e frequência usada no controle e compartilhamento.
X″dReatância subtransitória de eixo direto, associada aos primeiros ciclos da falta.
X′dReatância transitória, associada ao período seguinte ao subtransitório.
XdReatância síncrona, usada como aproximação do regime de falta sustentado.
X/RRelação reatância/resistência; influencia assimetria e decaimento da componente contínua.
I²tIntegral térmica da corrente de falta ao quadrado durante o tempo de eliminação.
THDiDistorção harmônica total da corrente em relação à componente fundamental.
TriplensHarmônicos múltiplos ímpares de 3 que se somam no neutro em sistemas trifásicos.
QTA / ATSQuadro/chave de transferência automática entre fonte normal e gerador.
Load sheddingRetirada seletiva de cargas para manter o atendimento das prioridades superiores.
N+1Redundância em que há uma unidade adicional além das necessárias à demanda.
Volume não utilizávelParcela do tanque que não deve ser considerada disponível para operação.
Tempo de clearingTempo entre início da falta e sua eliminação pela proteção.
Capítulo 13
Teste seus conhecimentos
Responda às questões e receba correção imediata. O teste não altera o projeto.
13
1. Para uma demanda de 100 kW com FP 0,80, qual é a potência aparente?
S = P/FP = 100/0,80 = 125 kVA.
2. Qual subsistema é verificado principalmente em kW?
O motor primário fornece potência mecânica/ativa e é verificado em kW.
3. Um grande degrau de potência reativa tende a afetar diretamente qual grandeza?
A tensão é fortemente influenciada por corrente reativa, reatância e resposta do AVR.
4. O que X″d representa na triagem de curto-circuito?
X″d limita a corrente simétrica inicial nos primeiros ciclos após a falta.
5. Por que harmônicos triplens podem elevar a corrente de neutro?
Harmônicos 3, 9, 15... não se cancelam no neutro; suas correntes se somam.
6. O sistema deve extrapolar automaticamente uma curva de consumo além dos pontos documentados?
O GeradorPro interpola dentro da faixa válida e evita extrapolação automática.
7. No load shedding automático, qual grupo não é descartado pelo algoritmo?
P1 é tratado como crítico. Se apenas P1 exceder a capacidade, o cenário falha.
8. A triagem de queda de tensão e frequência substitui as curvas do fabricante?
A resposta real depende do conjunto motor–alternador, inércia, excitação, governador e controles.
GeradorPro v1.2
Aviso técnico e legal
Esta aplicação é uma ferramenta de apoio ao projeto. Os resultados dependem dos dados fornecidos e devem ser revisados por profissional habilitado.
Antes de utilizar: • confirme normas, edições e exigências locais; • utilize curvas e fatores oficiais do fabricante; • valide partidas e degraus de carga com análise transitória; • verifique proteção, ventilação, exaustão, ruído, combustível e segurança contra incêndio; • não use o relatório como substituto de responsabilidade técnica.